sexta-feira, 1 de abril de 2011

Se esta rua fosse minha ...

         Como seria bom se pudéssemos voltar no tempo e transformar estas ruas repletas de carros em espaços para se brincar. Mas de preferência, como brincávamos antigamente, ao ar livre, fazendo amizades e descobrindo o mundo. Quando se era criança, queríamos saber de brincar. O tempo custava a passar, tudo de acontecia devagar. Demorava muito a chegar as férias, o natal, o aniversário.

         Nos finais de semana, como não tínhamos aula, podíamos brincar mais tempo.

         Então brincávamos de “Pular Amarelinha”. Já brincou?

Primeiro desenhe com giz no chão um diagrama como mostram as figuras.
Para brincar, era feito um traçado no chão com giz , carvão ou pedaço de tijolo. O traçado básico era com  quadrados e retângulos, numerados de 1 a 10 terminando com um semi-circulo o “ céu”. As regras, era acertar uma casa com um marcador (pedra, caco de azulejo, tijolo) em uma casa e pular as outras até o “ céu” e retornar, pegando o marcador no caminho de volta. Não pode pisar na linha, nem errar a seqüência de pulos ou cair.



“Pular corda” era divertido porque tinha muitas variações. A corda era movimentada por duas pessoas e as outras pessoas pulavam. Quando apenas uma fosse pular, se ela errasse era substituída. Se duas pessoas ou mais pulavam, quem esbarrasse na corda era eliminada. Uma das variações era o fogo, foguinho, que as batidas eram cada vez mais rápidas e a cobrinha que eram feitas ondulações cada vez mais rápidas enquanto a pessoa pulava na corda.

Queimada

Lembram como era divertido jogar queimada? Montávamos 2 times com o mesmo numero de participantes e marcávamos o campo como mostrado. Tirávamos “par ou impar” para saber quem ia começar o jogo. A bola que usávamos era feita com várias meias formando uma bola maior. O objetivo do jogo era arremessar a bola para o campo adversário, tentando “queimar” alguém. Era queimado quem fosse acertado e deixasse a bola cair no chão. Essas pessoas iam, para o cemitério do time adversário. Se a criança conseguisse pegar a bola, tinha  o direito de atirá-la em um jogador da outra equipe. Ganhava o time que eliminasse todos os participantes da equipe concorrente.





Por último, vou falar do “Jogo das Pedrinhas”. As nossas eram feitas de marmore branco. Para ficarem arredondas e lisas, esfregavamos as mesmas na calçada até tomar a forma desejada. Elas tinham um tamanho um pouco maior que uma bola de gude.
Na primeira rodada: Jogava-se todas as pedrinhas no chão e tirava uma delas (normalmente se tirava a pedrinha que está mais próxima de outra). Depois, com a mesma mão, jogava esta pedra para o alto e pegava uma das que ficaram no chão. Fazia-se  a mesma coisa até pegar todas as pedrinhas. Segunda rodada: jogavam-se as cinco pedrinhas no chão, depois tirava uma e jogava-a para o alto, porém desta vez pegava-se duas pedrinhas de uma vez, mais a que foi jogada para o alto. Repita. Terceira rodada: cinco pedrinhas no chão tirava-se uma e jogava-se para o alto pegando desta vez três pedrinhas e depois a que foi jogada. Última rodada: jogava-se a pedrinha para o alto e pegavam-se todas as que ficaram no chão.



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