Entre brincadeiras e estudos, sonhava com o dia de Natal. Como toda criança, escrevia a cartinha com os pedidos. Esses eram simples, assim como era simples nossa vida. Joguinhos com panelinhas, talheres, fogão de plástico eram elementos importantes para montarmos as casas de brinquedo.
As noites de Natal eram quase sempre na casa da Tia Dalva e Tio Otto. O Tio aniversariava no dia 25∕12 e fazia questão de comemorar na noite de Natal.
Era uma reunião das famílias Rezende e Zorzanelli. Havia sempre muita alegria, comida farta, porém não havia troca de presentes. Lembro principalmente dos natais em que eles moravam na Ladeira Santa Clara, numa casa um pouco acima da nossa e da Vovó Telina.
O vizinho deles na esquerda era Luiz Buaiz, irmão de Tio Américo.
No dia 24 já acordava ansiosa, imaginando que no outro dia já estaria com os presentes deixados por Papai Noel.
Pela manha, brincava normalmente enquanto Mamãe e D. Percilia preparavam uma prato para a Ceia de Natal. O que cada um levaria, já era previamente combinado. Na parte da tarde, a ordem era dormir um pouco, pois iríamos dormir mais tarde. Mas, a última coisa que queria era dormir. No nosso quarto, cada uma em sua cama, ficava conversando sobre os presentes pedidos. Conversava baixinho para não saberem que não estava dormindo. O tempo não passava, as horas se arrastavam. Será que nunca vai chegar amanhã?
Depois do banho, arrumada e penteada para ir ao aniversario, enquanto espera nossos pais terminarem de se arrumar, sentavas na sala onde papai colocava um disco chamado "Os Meninos de Lazaro". Era um grupo de meninos que viviam num orfanato e cantavam cantigas de Natal. O fundo da capa era azul e o disco de vinil. Onde estará este disco? Onde estarão alguns outros que marcaram nossa infância, tais como: Frank Sinatra (capa vermelha – que era de Denise) Bob Dilan, Two for Two, entre outros. A esperança é que mamãe ainda tenha algum deles guardado.
Após a ceia, os parabéns pra você e brindes, era a hora que mais gostava... voltar para casa, dormir para chegar logo o dia seguinte. Tinha medo de Papai Noel passar e não deixar os presentes porque não tinha deixado o sapato debaixo da árvore. Chegando em casa, trocava de roupa, colocava o sapatinho no lugar, tomava a bênção de papai e mamãe, rezava e dormia. No outro dia, quem acordava primeiro, chamava as outras duas. Sempre, chegávamos à sala juntas.
Olha, estas lembranças me fizeram, chorar.Como era bom!!!!!!!!No dia 25, outra maratona, aniversário de Cristina. Ganhavamos,como presente a roupa para ir ao aniversario.Onde estaram, meus discos????????Acho, que viraram, tiro ao alvo!!!!!!!
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