Este era o nosso lema na praia. Como muito bem comentado pela Telina, adorávamos ficar bem bronzeadas e como naquela época não conhecíamos bronzeadores, nós preparávamos em casa mesmo, misturando óleo Johnson com urucum e deixava o sol fazer a parte dele. Nossa... o tom da pele ficava maravilhosa!
A casa da Vovó, antes da reforma, tinha um salão enorme nos fundos. Nos reuníamos ali com os primos para jogar 7 ½ . Lembro que jogávamos a dinheiro (bem pouquinho) e era muito divertido. Mequinho detestava perder. Outras vezes jogávamos Batalha Naval ou Banco Imobiliário. Alguém se lembra? As férias acabavam e ficávamos tristes porque as próximas demoravam muito.
Para quem não conheceu, vou mostrar como eram os jogos.
Sete e Meio
Participantes: De 2 a 10.
Baralho: 1 baralho, sem os coringas, 8, 9 e 10.
Valor: O ás vale 1 - As figuras valem meio - As outras cartas valem seu número correspondente.
Objetivo: Somar 7 e meio com as cartas ou chegar o mais próximo possível, sem ultrapassar esse valor.
O jogo:
Antes do início do jogo deverá ser definido um jogador que será o banqueiro. O banqueiro poderá ser escolhido por sorte ou por voto. As apostas mínimas e máximas deverão ser definidas antes do início do jogo. Definido o banqueiro, este deverá embaralhar as cartas e oferecer o baralho para corte por qualquer jogador. Depois do corte, o banqueiro deverá distribuir uma carta, com a face para baixo, para cada jogador, no sentido anti-horário e iniciando pelo jogador à sua direita. Cada jogador verifica sua carta, mas não pode mostrá-la para os outros jogadores, comentar o valor de sua carta ou colocá-la com a face para cima. Agora cada jogador deverá fazer sua aposta. Feitas as apostas, o jogador logo à direita poderá pedir mais cartas (dizendo clara e abertamente) ou parar. O jogador pode pedir tantas cartas quantas achar necessário para somar sete e meio. Ao pedir cartas, o jogador decide se quer receber cartas fechadas ou abertas. Caso queira receber cartas abertas, deverá deixar sua carta com a face para baixo e o banqueiro apresentará tantas cartas quantas o jogador pedir, todas com a face para cima. Caso queira receber cartas fechadas, deverá abrir sua carta para que todos possam ver, e o banqueiro apresentará tantas cartas quantas o jogador pedir, todas com a face para baixo. Antes de pedir uma carta, o jogador poderá aumentar a aposta feita, contanto que dentro do limite definido antes do jogo iniciar. Ao parar de receber cartas (dizendo clara e abertamente que não quer mais cartas), passa a vez para o próximo jogador. Caso algum jogador some mais de sete e meio pontos, deverá devolver as cartas para o banqueiro e pagar a aposta para o mesmo. Após fornecer cartas para todos os jogadores que as pediram, o banqueiro abre sua carta e decide se vai querer mais cartas ou não. Caso não queira mais cartas, chamará todos os jogadores, um a um, pagando a aposta ao jogador caso este faça mais pontos do que o banqueiro, ou recebendo as apostas dos jogadores que fizerem uma pontuação menor ou igual ao banqueiro. Se o banqueiro “estourar” (fizer mais de sete e meio pontos), deverá pagar a aposta de todos os jogadores ainda na mesa. Se alguém fizer sete e meio pontos, deverá ter sua aposta paga em dobro pelo banqueiro.
O banqueiro: Caso necessário, pode-se revezar o banqueiro, fornecendo essa posição ao jogador que conseguir fazer sete e meio pontos com 2 cartas. Os jogadores poderão também oferecer fichas como compra da posição de banqueiro, tendo este a opção de ceder ou não a posição.
O ganhador: O jogador que conseguir formar sete e meio pontos ganha a partida, caso o banqueiro também não faça sete e meio pontos.
Batalha Naval - Regras do Jogo
Armas disponíveis:
5 Hidroaviões
4 Submarinos
3 Cruzadores
2 Encouraçados
1 Porta-aviões
Preparação do jogo:
5 Hidroaviões
4 Submarinos
3 Cruzadores
2 Encouraçados
1 Porta-aviões
Preparação do jogo:
1. Cada jogador distribui suas armas pelo tabuleiro. Isso é feito marcando-se no reticulado intitulado "Seu jogo" os quadradinhos referentes às suas armas.
2. Não é permitido que 2 armas se toquem.
2. Não é permitido que 2 armas se toquem.
3. O jogador não deve revelar ao oponente as localizações de suas armas.
Jogando (regra mais fácil):
Jogando (regra mais fácil):
Cada jogador, na sua vez de jogar, seguirá o seguinte procedimento:
1. Disparará 3 tiros, indicando a coordenadas do alvo através do número da linha e da letra da coluna que definem a posição. Para que o jogador tenha o controle dos tiros disparados, deverá marcar cada um deles no reticulado intitulado "Seu jogo".
2. Após cada um dos tiros, o oponente avisará se acertou e, nesse caso, qual a arma foi atingida. Se ela for afundada, esse fato também deverá ser informado.
3. A cada tiro acertado em um alvo, o oponente deverá marcar em seu tabuleiro para que possa informar quando a arma for afundada.
1. Disparará 3 tiros, indicando a coordenadas do alvo através do número da linha e da letra da coluna que definem a posição. Para que o jogador tenha o controle dos tiros disparados, deverá marcar cada um deles no reticulado intitulado "Seu jogo".
2. Após cada um dos tiros, o oponente avisará se acertou e, nesse caso, qual a arma foi atingida. Se ela for afundada, esse fato também deverá ser informado.
3. A cada tiro acertado em um alvo, o oponente deverá marcar em seu tabuleiro para que possa informar quando a arma for afundada.
4. Uma arma é afundada quando todas as casas que formam essa arma forem atingidas.
5. Após os 3 tiros e as respostas do opoente, a vez para para o outro jogador.
O jogo termina quando um dos jogadores afundar todas as armas do seu oponente.
5. Após os 3 tiros e as respostas do opoente, a vez para para o outro jogador.
O jogo termina quando um dos jogadores afundar todas as armas do seu oponente.
Quem lembra destes jogos????
Enquanto jogávamos, Vovó preparava sempre um lanche para todos. Não tínhamos hora para dormir.
No entardecer, ficávamos atentas ao canto das cigarras, pois diziam que se ela cantasse era sinal de sol no dia seguinte.
Na frente da casa, tinha um enorme pé de castanheira. Depois da praia, era gostoso ficar embaixo da sombra da árvore, comendo castanha e vendo os rapazes que passavam.
Nos finais de semana quando chega o resto da família, as ajudantes de Vovó levavam os caranguejos na praia para serem degustados pelos adultos.
Lembro muito que Vovô comprava engradados e mais engradados de coca cola daquelas garrafinhas de vidro pequena e controlava para não haver desperdício.
Denise ganhou de um amigo chamado Paulinho um hamster. Um dia, eu ainda estava dormindo e alguém colocou aquele rato em cima de mim. Gritei e chorei tanto, tanto, que Papai jogou ele na lixeira. A partir desta data não posso ver nem em filme um rato. Tenho verdadeiro pavor.
Vovó fazia maravilhas com Jenipapo. Adorava o licor e também aquele doce que ela fazia com as fatias da fruta, cozidas no açúcar e depois passadas no açúcar cristal. Só de falar me dá água na boca.
Final de tarde, entre a casa e a Praia da Sereia, os pescadores chegavam com seus barcos cheios de peixe. Gostávamos de ir até a areia vê-los chegar. O pessoal de casa sempre comprava os peixes fresquinhos para fazer para o jantar. Delicioso!!!
A seguir, duas fotos: A primeira da Praia da Sereia (naquela construção no meio das árvores, serviam um pastelzinho de camarão que era muito bom) e a segunda, a lateral da praia, onde no lado esquerdo da foto pode-se observar a Praia da Sereia de outro ângulo.













