sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Passando ...

        Apesar de termos uma ajudante em casa, deixávamos o Michel na casa de um casal de amigos, D. Rosa e seu Daniel. Eles tinham 4 filhas (Tania, Sonia, Luciana e Cris) e um neto mas que morava no interior.
        Este casal foi uma benção em nossa vida, uma vez que cuidavam do Michel com muito carinho. Para nós, eles eram os “avós do Michel”. Eles moravam perto da DM, e mesmo com frio, deixávamos  o Michel pela manhã e pegávamos à tarde.
Final da tarde quando era hora de apanhá-lo, ele já estava de banho tomado e com a sopinha fresca prontinha para tomar em casa. Somente a partir dos dois anos que passamos a deixá-lo no maternal.
Meus Avós de coração


       Para a  Cris, a filha mais nova, ele era como se fosse um boneco. Num mesmo dia,  ela conseguia trocar várias roupas e fazer vários penteados para tirar fotos, e lógico .... ele achava tudo divertido e adorava o movimento.
Brincando de tirar foto com a Cris





       Éramos sócios do Clube Santa Monica e por lá brincava com a Claudinha e Ana Paula, filhas de  Nicolau e Bete. Uma vez fomos até o Hangar do Bacacheri e o Michel pousou ao lado do piloto Nicolau.
No Clube Santa Mônica



Com nosso amigo Nicolau 



       Muitas vezes, pronto para sair, já fazia uma arte e se sujava, outras vezes, queria tirar foto com o chimarrão.
Pronto para sair


Tomando Chimarrão


Na Praia de Piçarras - SC


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

E o tempo foi passando ...

         Michel, apesar de ter nascido pequeno, nunca nos deu nenhum tipo de preocupação. Desde os 4 dias de vida, optamos por fazer o acompanhamento dele com homeopatia. O Pediatra que sempre o atendeu se chama Dr. Nogarolli. Uma pessoa tremendamente calma que conseguia passar uma enorme tranqüilidade para nós. Cuidou do Michel até a adolescência. O médico fazia um acompanhamento com grafico que mostrava exatamente o desenvolvimento dele. No inicio, tivemos 2 problemas que depois resolvemos com facilidade. O primeiro, era que o Dr. Nogarolli não tinha pressa em atender, pois era criterioso e atento a tudo que conversavamos sobre o Michel. Uma consulta com ele demorava em média 1 hora e 20 minutos,  e a segunda, é que ele estava sempre muito atrasado com as consultas. Com cinco meses, resolvemos experimentar um médico que tratasse com alopatia. Ficamos apenas um mês e voltamos para o Dr. Nogarolli. O segundo problema, resolvemos facilmente. Conversamos com a secretária e quando entrava o último paciente, nós saiamos de casa. Deu tudo certo.
        Com dois anos ele começou natação e com três anos, praticava judô, onde competiu várias vezes e ganhou algumas medalhas. Na verdade, em casa, tinhamos dois campeões: O Cesar, no futebol (ele era bom mesmo, sempre ganhava como melhor artilheiro) e o Michel, que competia no Judô, Handebol e futebol.
        A  primeira escola que ele freqüentou, não durou muito dias. Chamava-se “Turma da Monica”, mas fomos chamados para tirá-lo da escola. Ele brigava com as crianças.
   Matriculamos então o Michel na escola chamada “Vinicius de Moraes”, onde ele ficou o Maternal, Jardim I e Jardim II. Os dois primeiros anos com Tia Sandra e o último com Tia Katia.



      Coincidência ou não, somente agora na hora que fui postar, é que lembrei que dia 10/08/1987 foi a data marcada para a Cesaria do Michel, porém, ele resolveu nascer antes e chegou de parto normal no dia 16/07/1987. Já nasceu imediatista e continua assim até hoje. Não nega ser nosso filho. 
      
 


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Quem Será?????

         Alguém arriscaria dizer quem são as pessoas das fotos? Descobri ontem estas fotos e voltei no tempo.











sexta-feira, 22 de julho de 2011

Caminhada

         Na primeira semana que estávamos em casa, numa consulta com o pediatra, foi constatado que o Michel não havia adquirido o peso que deveria. Eu tinha muito sono e na madrugada, quando o Michel chorava, eu tirava ele do berço para dar de mamar, ele dormia e eu também e com isto achava que ele estava devidamente alimentado, mas não era isto que acontecia. Minha sogra veio a Curitiba ficar alguns dias conosco e nesta ocasião percebeu que eu não conseguia conciliar dormir e cuidar do Michel. Foi ai que combinou com o Cesar  de me levar para o interior para ficar uns 10 dias a fim de que eu me reestruturasse. Ela controlava meu descanso com as mamadas do Michel. Num período ele mamava no peito e no outro ela preparava uma mamadeira. Quando o Cesar foi me buscar alguns dias depois, ficou admirado como eu estava descansada e como o Michel havida ganhado peso.

Com dois meses e meio na casa do Vô Izaltino e Vó Helga

Recebendo um chamego de Tia Tetê

Michel com 8 meses

Nossas Férias eram sempre programadas para o final do ano, assim podíamos curtir os dias de sol em Petrópolis e Vitória.

         Sempre viajávamos de carro e nosso destino era primeiramente Nogueira, na casa do Adelino e Denise. O Cesar gostava de inventar churrascos e sempre tinha os banhos de piscina, além da diversão no Clube Promenade.

No Clube Promenade com os primos: Manoela, Serginho, Dani e Joana e com a irmã Jociane

Ano Novo em Nogueira na casa de Adelino e Denise

         Em Vitoria, ficávamos na casa de Sergio e Telina e não era diferente. Sempre tinham os deliciosos caranguejos e também as diversões na piscina.

         A primeira viagem que fizemos com o Michel, ele tinha apenas 5 meses.

Cesar, Rita e Michel em Vitória na casa de Sergio e Telina


domingo, 17 de julho de 2011

A Chegada do nosso filho

        Apesar de muito trabalho, nossa vida estava tranqüila. O Cesar jogava futebol 2 vezes por semana na empresa, e quando eu não estava trabalhando fora de hora, ficava em casa preparando algo para o jantar para quando ele chegasse. Algumas vezes, ao invés de jantar em casa, saiamos para comer algo no Edmundo ou no Moreira.

        Um ano e dois meses depois que ficamos juntos, sem planejar, fiquei grávida. Mesmo tendo sido sem planejamento, gostamos da novidade, afinal, já tínhamos o apartamento quitado, nosso carinho, e apesar de não ter nada guardado, nossa situação era estável.

Gravida do Michel



         Nosso apartamento tinha dois quartos e começamos a preparar o quarto do neném. Eu mesma fiz as cortinas, brancas com pequenos balões coloridos em tons suaves de verde, azul, rosa e amarelo. Em cada jogo de balões, fiz minúsculos lacinhos de tons suaves e apliquei na cortina. O mesmo motivo usei no protetor de berço, manta e edredon. O Cesar providenciou uma madeira que era fixada em cima do berço, forrou com espuma e recobriu com plástico branco, onde podíamos usar para trocar o bebê. Compramos o enxoval e tudo transcorria bem. Fiz a ecografia, porém, de comum acordo, não quisemos saber o sexo. Preferimos a surpresa. O Cesar já tinha passado por uma experiência anterior no primeiro casamento, pois achava que seria um menino e veio uma linda menina. Eu, intimamente sentia que era um menino, mas ele não arriscava um palpite.  Fizemos uma lista dos prováveis nomes, tanto de menina como de menino e o enxoval ficamos no neutro, branco, amarelinho e verde água. O parto, seria cesaria e ficou marcado para o dia 10/08.

        No mês de julho, deixei as duas malas arrumadas. Como estava me sentindo bem, continuei trabalhando. No dia 15/07, foi aniversario da Deise, que trabalhava comigo. Ela levou um bolo, e comemos no final da tarde. Cheguei em casa muito cansada. Tomei um banho e o Cesar disse para eu ir deitar que ele e o Julio iriam preparar algo para jantarmos. Fomos dormir cedo. As três e meia da manhã, a bolsa estourou. O Cesar ligou para o médico e ele orientou que se começassem as dores de contração era para ligar para ele novamente. Depois de arrumar tudo, voltamos a dormir, porém as quatro e meia as dores vieram. O Cesar não queria incomodar novamente o médico e tive que brigar com ele para que ele ligasse. A orientação foi para irmos imediatamente para o hospital. A principio, disse que precisava ir na empresa preparar algumas pendências, ma depois vi que não ia conseguir. A distancia era pouca mais pareceu uma eternidade. O médico chegou quando eu estava subindo na maca. Já tínhamos combinado que o Cesar estaria na sala de parto. E assim aconteceu. Ele chegou junto com o Dr. Paulo. Apesar das dores, mandamos vir um anestesista o que demorou alguns minutos para o neném chegar. Quando ouvi o choro, minha primeira pergunta para o Cesar foi se era um menino e ele muito emocionado disse que sim. Foi assim que o Michel chegou no dia 16/07 às 6:35 hs de uma manhã ensolarada. Eu ocupara o apartamento 205 do Hospital Nossa Senhora de Fátima. Minhas irmãs, que já estavam combinadas de ir no inicio de agosto, foram pegas de surpresa. O Cesar precisou se virar sozinho. Passou na empresa para avisar, comprou flores para me levar, foi buscar no aeroporto Denise que vinha do Rio e mais tarde voltou ao aeroporto para buscar Telina que vinha de Vitoria. Quando trouxeram o Michel para o quarto, ele estava totalmente enrolado, Desembrulhamos ele para saber se tudo estava no lugar. Ele nasceu antes do tempo, mas não foi considerado prematuro. Pesou 2.450 kg e mediu 45 cm. No dia seguinte, antes do almoço, fui liberada para ir para casa.



sábado, 16 de julho de 2011

Pensando no Futuro

         Não fazia muito tempo que estávamos no apartamento e este foi a Leilão, como já tínhamos sido avisados. A principio, ficamos apreensivos pois várias vezes, sonhamos em adquirir além deste, o apartamento do lado, assim faríamos um apartamento grande. Ou quem sabe o de cima, assim poderíamos ter acesso através de uma escada redonda fazendo um duplex. Mas tudo era sonho. Nossa realidade agora era outra, conseguir comprar este apartamento. A preferência de compra era nossa por estarmos morando nele. Como não tínhamos dinheiro para comprar, deixamos ir a Leilão e ficamos torcendo que ninguém arrematasse. Graças a Deus foi o que aconteceu. Então fomos até a Caixa Econômica para negociarmos. Empenhamos minhas jóias e como o Cesar tinha vendido o carro e ficado com a metade, deu para darmos a entrada e financiarmos o resto. Apesar de termos contraído uma divida, ficamos ainda com um carro e estávamos felizes por termos nossa casa.

         Alguns meses depois, apareceu a oportunidade de comprarmos mais um apartamento no mesmo condomínio. O apartamento fazia parte de um conjunto composto de 4 blocos. O meu apartamento ficava no bloco 1 e o apartamento que o Cesar comprou ficava no Bloco 3. Para não ficarmos com dois apartamentos, oferecemos para o Julio comprar o meu. Ele morava numa republica com outros rapazes no centro da Cidade e gostou da idéia de ter um apartamento só dele. Deixamos alguns moveis, e mandamos fazer tudo sob medida para o outro apartamento. Ficou muito bonito e acolhedor.  

Mamãe, apesar de gostar do Cesar, não fazia gosto que eu tomasse um rumo diferente na minha vida, afinal, depois de quase 6 anos, ela não teria mais minha companhia em tempo integral. Num sábado, resolvemos convidar Mamãe e Julio para jantar. Eu e Cesar preparamos tudo, arrumamos a mesa e fomos buscar Mamãe. De repente, Mamãe nos chamou na sala e me disse: “Minha filha, você hoje vai escolher com quem quer ficar, comigo ou com o Cesar”. Eu respondi de imediato: “Mamãe, minha escolha foi feita quando eu aceitei morar com Cesar”. Então ela disse que não queria mais morar em Curitiba e viria pra Vitória. No fundo, acho que foi uma maneira de me pressionar, mas não mudei de opinião. Providenciamos a transportadora, compramos a passagem e ela voltou para Vitoria.

Passamos um período tranqüilo. Trabalhávamos os dois no mesmo lugar, a 5 minutos de casa, à noite o Cesar ia para o Colégio, pois estava terminando o curso Técnico. Quando voltava, eu já estava com o jantar pronto. Era a hora que podíamos conversar ouvir musica e pensar no futuro.

Muitas vezes eu trabalhava até tarde quando não virava a noite toda para terminar as concorrências. No inverno, saia da empresa com gelo no carro e o frio é de matar, mas quando chegava em casa ele sempre deixava tudo em ordem para eu não me preocupar.

Jociane tinha 5 anos e meio e passava alguns finais de semana com a gente. Antes de irmos morar juntos, fizemos um passeio com Mamãe, Silvana (que cuidava da Mamãe), eu, Cesar e Jociane. Escolhemos ir a Vila Velha, próximo a Ponta Grossa. É um parque com formação rochosas muito interessantes. Passamoa um dia divertido e maravilhoso.


Vila Velha - PR




Cesar e Jociane em Vila Vilha - PR


Jociane



Piquenique em Vila Velha - PR - Mamãe e Silvana em primeiro plano e eu e a Jociane ao fundo

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Vida que se renova

Eu já trabalhava na empresa há quase 10 anos e o Cesar fazia um ano. Como não tínhamos idéia do que a direção da empresa acharia de relacionamento entre funcionários, preferimos não comentar que estávamos juntos. Programamos sair de férias em Dezembro. Convidei o Cesar para conhecer meus parentes. Primeiro iríamos a Petrópolis na casa de Adelino e Denise e depois iríamos para Vitória na casa de Sergio e Telina. Mamãe, que continuou a morar no apartamento do Centro Cívico, iria com a gente.

         Tivemos o jantar da empresa em um restaurante, na mesma semana que íamos viajar. Acabamos chegando juntos neste dia e todos bateram palmas quando entramos. Enfim a situação ficou resolvida da melhor maneira possível, porém nunca misturamos as estações. Assuntos particulares deixávamos para conversar depois do expediente.

         A viagem foi muito boa. O Cesar sempre gostou de dirigir e fomos os três de carro. Fomos pelo litoral de São Paulo, paramos na Serra de Caraguatatuba para tirar fotos e almoçamos na cidade. Chegamos ao anoitecer em Angra dos Reis onde dormimos e seguimos viagem no dia seguinte. Passamos o Natal e Ano Novo em Petrópolis. Todos gostaram muito do Cesar. Naquela época havia uma cerveja em Petrópolis, deliciosa, se não me engano era Boemia, mas bem diferente desta comercializada hoje. O Cesar, como bom descendente de gaucho, ia te o açougue para comprar a carne nos cortes que estamos acostumados no sul, mas lá era totalmente diferente. Ainda assim, fizemos ótimos churrascos.

Na Tamoios descendo para Caraguatatuba




Na Ilha do Boi



Em Cascavel na Casa da Vó Albina



Rita aprendendo a limpar um porco (olha a minha cara...). Ao lado Nei e Eliane. Jociane ao fundo no colo

domingo, 10 de julho de 2011

Depois da Tempestade vem a Bonança

Papai faleceu em julho de 1979 e em dezembro deste mesmo ano, passei por uma crise pessoal muito séria. Quem sabe os anos fora de casa, a separação dos meus pais, as inúmeras perdas, talvez um pouco de tudo tenha culminado neste poço sem fim que vivi. Denise esteve em Curitiba e acabou me levando para o Rio para passar uma temporada. Nesta ocasião eles moravam na Gávea. Tia Regina também morava no Rio de Arildinho meu primo, passava sempre por lá com suas amigas para a gente bater papo ou sair. Uma das saídas aconteceu algo incrível. Um amiga do Arildinho ia dar uma festa num sábado, e combinamos de ir. Adelino emprestou o carro e Arildinho foi dirigindo. Na volta da festa, estávamos em 7 no carro, 3 na frente e 4 atrás, quando sem mais nem menos, o cambio do carro quebrou e ficou na mão do Arildinho. Paramos de qualquer maneira, conseguimos com uma ferramenta engatar a primeira marcha e fomos assim até chegar em casa. Passamos um sufoco danado. O pior de tudo foi a expectativa para contar para o Adelino no dia seguinte, mas como ele é da paz, nem brigou. (Primo, você se lembra deste fato?). Agora achamos graça, mas naquele dia, foi triste.


Depois que Vovó Telina faleceu, em julho de 1980, Mamãe foi internada no interior de São Paulo onde ficou algumas semanas. Eu ia sempre visitá-la, até que um dia resolvi trazê-la para passar uma temporada comigo em Curitiba. Como ela andava muito fragilizada, aceitou. Ela ficou comigo um pouco mais que 5 anos. Este também foi o tempo que fiquei sem ir a Vitória.
O tempo foi passando, e tivemos que nos acostumar com a saudade. Mudamos do Bairro da Água Verde para o Centro Cívico e a Silvana, uma moça do interior muito boazinha foi morar lá em casa para fazer companhia para Mamãe enquanto eu trabalhava. Foi um período que li muito. Assistia a novela com Mamãe e depois ia para meu quarto ler e muitas vezes pensar na vida.
A empresa que trabalhava, tinha um ginásio com cancha muito boa, então organizamos um time de Volei e começamos a brincar alguns dias à noite e também nos sábados à tarde.
 Disputando um campeonato com time de Joinville - SC



Quis o destino que no dia 09 de julho de 1984, fosse admitido na empresa um rapaz para trabalhar na área financeira.  Era meu aniversário e normalmente eu levava sempre um bolo para distribuir com os funcionários, porém aquele ano eu resolvi que não levaria. Pela manhã, o pessoal cobrou, então fiquei sem graça de não levar mas não dava tempo de encomendar nada. Na hora do almoço fui para casa, preparei um creme de morango e distribui em tacinhas para todos.   Bem, voltando a falar do rapaz, mal sabia eu que ele seria a pessoa destinada a ser meu companheiro.
Ele entrou também para o time de Volei e com isto tivemos possibilidade de nos conhecer melhor. O casamento dele tinha acabado e desta união tiveram chamada Jociane. Quando conheci o Cesar ela tinha 4 anos.
Em final de Setembro de 1985, resolvemos construir uma vida juntos. Ele havia deixado a casa para a esposa e eu resolvi deixar o apartamento montado para Mamãe. Partimos literalmente do “zero”. Na hora do almoço ele saia a procura de um apartamento para alugar, até que encontrou um que estava indo para leilão, mas a amiga da proprietária disse que ela alugaria enquanto não fosse tomado dela. Era um apartamento pequeno, porém num bairro bom e próximo do nosso trabalho. Passamos o final de semana limpando tudo, porém não tínhamos nada para colocar dentro dele. Compramos um fogão de 2ª mão, o Julio, meu cunhado emprestou dois colchonetes de solteiro, Para guardar as roupas utilizávamos uma grande caixa de papelão, na sala, um tapete, algumas almofadas num canto, uma caixa de papelão virada que servia de mesa para nosso jantar.  Para gelar uma água, era numa caixa de isopor. Não tinha som nem televisão, mas não achávamos nada ruim. Aos poucos fomos comprando o que era mais urgente. A primeira aquisição foi uma pequena geladeira e uma mesinha de fórmica com 4 banquetas.