Num determinado ano, Tio Américo perdeu o pai, Sr. Alexandre Buaiz, e nossos primos, foram lá para casa. Tentamos distraí-los como pudemos, passeando lá no alto da caixa d’água.
Papai tinha uma espingarda de chumbinho que ele usava quando ia caçar codorna. Nos fins de semana, íamos para o quintal onde tinha a mesa grande de madeira, ele colocava os discos velhos de vinil de 78 rotações no muro e brincava de ver quem acertava mais próximo o buraco do meio. Era muito divertido.
Como Papai trabalhava no sábado pela manhã, aproveitávamos para ir na propriedade da Caixa D’Água. Tinha uma senhora que tinha muitos filhos e morava lá. Ela lavava e passava toda a nossa roupa. Um dia me convidou para eu batizar um filho dela lá no Convento da Penha. Depois que mudamos desta casa, nunca mais soube deles. Tinha o Seu Mendonça, que morava também dentro da propriedade. Ele plantava cana e um feijão grande. Também tinha um grande pé de Abricó e muita goiaba. Ele era bravo e não deixava ninguém mexer nas plantações, mas algumas vezes nós “roubávamos” uma canas e umas goiabas, e íamos comer lá em cima da caixa d’água. Se ele pegava a gente colhendo as frutas, ficava bravo e dizia que ia contar para Papai.
No quintal de Vovó tinha um enorme pé de manga espada. Olhávamos para cima e víamos as mangas lindas, maduras, algumas já sendo devoradas pelos passarinhos. Mas tínhamos medo de subir em árvore, então chamávamos Tio Arildo para colher as frutas para nós. Lá de baixo, ficávamos dando as coordenadas para ele, qual delas queríamos.
Nossas férias eram sempre divertidas, pois sempre viajávamos. Nas ferias de verão íamos para um hotel em Nova Almeida e nas férias de julho, íamos para Vargem Alta onde ficávamos na casa de Tia Oscarina. Papai pedia para o seu Benedito nos levar numa rural verde e branca. Nos finais de semana ele ia também. A propriedade da Tia Oscarina era uma delicia. Muitas frutas no pomar. Ela colhia figos, peras, goiabas, amoras e muitas outras e fazia compotas maravilhosas em suas panelas super polidas de cobre. Ficava horas mexendo aqueles doces no fogão a lenha. Nessa cidade, tinha a criação do Bicho da Seda. Chegamos a ir lá visitar as instalações e conhecer os casulos. Veja pela foto como são os casulo do Bicho da Seda.

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