terça-feira, 3 de maio de 2011

Um ano depois, nova festa...

No ano seguinte, foi a minha vez de festejar os 15 anos. Já tínhamos como experiência a festa anterior. Meu vestido também foi branco, porém num corte tubinho, salpicado de tulipas bordadas em ponto de sombra, rosa com verde. Ganhei uma escrava de ouro da minha madrinha Tia Tetê, uma pulseira de ouro de Vovó Quinha e um colar de pérolas cultivadas de Vovo Telina.

A festa seguiu o mesmo estilo da comemoração de Denise. Dancei a valsa com Papai, e a musica foi “Fascinação”. Depois dancei com o rapaz que me despertou meus primeiros sonhos – Polly. Não tinha nada de bonito, porém era um amigo muito legal. Nunca namoramos, mas eu nutria uma queda por ele. Coisas de adolescente.

Tocava violão muito bem e com o passar do tempo conquistou até a simpatia de Papai. Algumas vezes, podíamos convidá-lo para tocar violão à noite em frente lá de casa. Tio Roberto, que também tocava violão, se revezava com ele, enquanto íamos escolhendo as musicas. Papai acompanhava na gaita de boca. Eram noites inesquecíveis. Além das musicas do Roberto Carlos, pedíamos também para ele tocar: Preciso Aprender a ser Só, Chega de Saudade, Minha Namorada, Garota de Ipanema, Eu sei que vou e Amar, Tempo Feliz, Gente Humilde, Samba em Prelúdio, Hino de Guarapari, Prece ao Vento, Mocinho Bonito, O Barquinho, Aqueles Olhos Verdes e sempre Tio Beto tocava e cantava “La Barca”, sua música preferida. Papai tocava muito bem na gaita, a musica “Too Young”.

A partir do momento que completamos 15 anos, começamos a ser convidadas para as festas das nossas amigas. Sempre um adulto nos levava, nunca íamos sozinhas. Quem nos acompanhou em muitas festas foi Tio Marcos e Tia Marli. Inclusive teve uma festa que eles iriam nos levar e a Tia Marli quis fazer algo diferente. Foi ao cabeleireiro pintar seus cabelos castanhos escuros. Quando ela ficou pronta, viu que estava loira. Tio Marcos ficou muito bravo e pelo que lembro, eles não foram nos levar em  festa nenhum, enfim, nós que ficamos no prejuizo. Quando não tinha ninguém, Papai e Mamãe levavam. A gente ficava na mesa, e os rapazes tinham que vir pedir licença para dançar. Algumas vezes, dizíamos que íamos ao toalete para poder dar uma volta no salão e ver se os rapazes que nos interessava estavam na festa.

Já Telina, quando completou 15 anos, já estava namorando o Sérgio e não quis festa. A comemoração foi num restaurante muito chique que tinha no último andar do prédio do Palácio do Café, na Praça Costa Pereira. Papai deixou que pedíssemos o que quiséssemos. Entre os pratos escolhidos, pedimos camarão e arroz a grega.  Três ano depois, ela já estava casada.
  
Já que falei neste restaurante, vou abrir um parêntese para escrever algo que Denise lembrou (ela tem uma memória fantástica). Lembrou que quando fez 10 anos, Papai nos levou neste mesmo restaurante para comemorarmos o aniversário dela. O prato pedido foi filé com fritas e disse que não esqueceu a decoração do prato, ele vinha decorado com bolinhas de manteiga envoltas em ervas finas. O presente que ganhou foi um relógio. Memória privilegiada, não? Esta é minha irmã!

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