Este era o Prédio onde morávamos na Jerônimo Monteiro.
As casas desta avenida, apesar de serem conhecidas como “casa”, eram mais “sobrados”. A porta de entrada dava direto na calçada. Ao abrir a porta, tinha um patamar, e logo a seguir uma escadaria levava à casa propriamente dita. Um sobrado era colado ao outro, como pode-se notar no lado direito da foto abaixo.
Era numa destas “casas” que nossa prima Catarina Simões morava. Ficava na mesma calçada, distante do nosso prédio apenas uns 6 sobrados. A família dela era grande. Seus pais, Aroldo e Jacira, e seus irmãos Pedrinho, Ângela, Rosangela, Jaciara e Haroldo. Além de primas, nos tornamos grandes amigas.
Esta escadaria ficava em frente a FAFI próximo de onde morávamos.
No inicio da Jerônimo Monteiro, tinha uma praça que se chamava “Praça Américo Poli Monjardim”. No meio desta praça tinha uma estátua do Índio Arariboia, que hoje já não está mais lá.
Telina tinha apenas 14 anos quando começou a namorar o Sérgio, que também era primo de Cata ou Catatau.
No sábado, quando tínhamos algum compromisso, as amigas se reuniam lá em casa. A manicure atendia a domicilio e adorávamos nos reunir no enorme banheiro. A pia com a bancada ocupavam uma parede inteira e o restante da parede era totalmente coberto por espelho. Em frente a este, tinha uma banheira, onde sentávamos na beirada para arrumar cabelo, maquiar e bater papo.
Um ano depois que Telina começou a namorar o Sergio, fui apresentada ao primo dele, Marco Aurélio, que por coincidência morava em frente ao nosso prédio. O pai tinha um comercio na parte de baixo e eles moravam na parte de cima. A família dele, além dos pais, era composta por um irmão mais velho, Elsinho e uma irmã mais nova, Valéria. Quando conheci Marco, ele namorava uma moça a algum tempo chamada Carmem Lúcia. Passado um tempo, começamos a namorar. Como existia um parentesco distante entre as famílias, nossa, do Marco e do Sérgio, Papai não criou caso para o namoro, porém as regras tinham que ser cumpridas conforme ele determinava. Sair sozinha, nem pensar. Tínhamos que sair as 3 irmãs juntas, namorados e amigas. Nem pensar em namorar todos os dias, eram dias e hora pré-determinado, e como se não bastasse tudo isto, era colocado na Copa um despertador programado para despertar às 21:30 hs. O namoro era no Hall, onde tinha duas cadeiras. O casal que chegava primeiro sentava nas cadeiras, quem chegava depois, sentava na escada. A porta da sala ficava aberta e vez ou outra passava ou Mamãe ou Papai para ver como estavam as coisas. Quando o relógio despertava, os rapazes se despediam e nem pensar em levá-lo na portaria. Papai fazia marcação serrada.
Os pais de Marco Aurélio tinham um Sitio em Suido (Campinhos) em Domingos Martins. Os pais dele pediram autorização a Papai para nos levar e fomos nós três. Ra neste sitio que se comemoravam as festas de São João, São Pedro e Santo Antonio. A casa era simples, de dois pavimentos. Em frente a casa, um grande lago. Do outro lado, alguns galpões onde eram criados frangos. A festa era toda montada em volta do lado. Eram convidadas as famílias da redondeza, assim como os rapazes que trabalhavam lá. Não podia faltar as comidas típicas para o evento, tais como os bolos de milho e de aipim, paçocas , pé de moleque, e também um bom cachorro quente. O quentão era servido em copos plásticos e era feito de cachaça. Na serra, o frio era intenso e o melhor lugar para ficar era perto da enorme fogueira, onde eram colocadas para assar as batatas doce e o milho verde.
Acho que foi numa festa de São João lá no Suido que Telina e Sergio começaram a namorar. Me recordo que esta música marcou esta data, estou certa?
Depois foi a Vilma que começou a namorar Elsinho e no ano seguinte eu já participei da festa como namorada de Marco Aurélio.
Denise gostava mesmo era de se divertir. Os peões típicos da região, chegavam perto das moças, ambos batiam palma e saiam dançando forro “pé de serra” com os sanfoneiros tocando sem parar noite a dentro.



Irma,
ResponderExcluirMuito bom! Achou o indio, não é? Você é "danada".Como me divertia indo para as festas!
Adorei!
Beijos,
Denise
Irmã, comecei a namorar Sergio em 24/06/1967, exatamente numa festa de São João. Foi o dia que recebi o meu primeiro beijo (de verdade)... Não dá para esquecer, mesmo após 44 anos. Dá uma saudade!!!! Seu blog está a cada dia melhor. Beijos
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