quinta-feira, 19 de maio de 2011

Fase I - Av. Jerônimo Monteiro – Ed. Neffa

No primeiro semestre de 1967, mudamos para um apartamento na Avenida Jerônimo Monteiro. Era um apartamento de 7 andares, sendo que os dois últimos era um por andar. Ocupávamos o 6º andar. Ele era muito grande e espaçoso. Ao chegar no nosso andar, o elevador dava num hall grande, onde tinham 3 portas. Uma delas era a entrada da copa, a outra a entrada da sala e a outra entrada num quarto enorme. Então o apartamento era assim dividido: Uma copa, depois a cozinha, com uma janela que dava para a frente da rua e por ultimo uma despensa grande. Depois tinha uma enorme sala onde poderiam ter vários ambientes, mas a opção de meus pais foi fazer uma sala de jantar e uma sala de visitas. Nesta sala não havia divisórias entre um ambiente e outro e tinham 2 janelas que davam para a frente da Jerônimo Monteiro. Saindo da sala, havia uma porta onde se tinha acesso a um largo corredor (o que não parecia um corredor, pois era largo, claro e ensolarado, no lado direito tinha uma enorme janela que dava para a lateral do prédio.  Então, neste corredor, tinha primeiro um lavabo, depois um banheiro enormeeeee, ambos a esquerda, e a seguir, logo a direita, o quarto que eu e Telina dividíamos. O quarto dos nossos pais ficava ao lado do nosso, porém de frente para o corredor e do lado esquerdo, um outro corredor mais estreito, com armários embutidos dos dois lados, que dava para o terceiro quarto (este que tinha a porta para o Hall) e que era ocupado por Denise. As janelas dos 3 quartos davam para os fundos do prédio.

As dependências (quarto e banheiro) da Ajudante ficavam no terraço.

Lembro de ter festejado meus 17 anos neste apartamento. Usava um vestido de linho grosso, azul turquesa com flores coloridas bem pequenas. Usava um sapato preto de salto bem alto (minha paixão desde adolescente).

         Foi nesta ocasião que D. Nair foi trabalhar lá em casa.  Uma senhora muito sofrida que tinha 3 filhos (Wanderlei, Luiz e Adilson). Me parece que ela tinha vindo de Minas e não tinha casa, então Papai permitiu que ela trouxesse os 3 filhos para morar no quarto que tinha no terraço. Ela sempre foi uma pessoa maravilhosa com todos lá de casa. Mamãe não andava bem de saúde, e Papai resolveu levá-la ao Rio, onde acabou ficando internada por um tempo. Nós, na rotina do Colégio e estágio, deixávamos a casa por conta de D. Nair. Porém, alguém precisava definir as coisas em casa e eu acabei assumindo esta tarefa. Definia com ela o que seria feito nas refeições, o que Papai gostava, como deveria ser posta a mesa. Com ela, aperfeiçoei meus dotes culinários (acho que herdei isto de minhas duas avós), pois Mamãe nunca gostou de cozinhar.

         Denise já trabalhava fora, eu ia para o Colégio Americano pela manhã e à tarde tinha conseguido um Estágio na Cofavi que ficava em Jardim America. Telina ainda só estudava.

         Quando sobrava tempo, estava sempre na cozinha inventando algum prato diferente com D. Nair. Nesta época, aprendi a fazer massa folhada e seus truques, bala de côco, pãozinho japonês, e muitas outras delicias. Para suprir um pouco a falta de Mamãe em casa, em todas as refeições tinha uma novidade.

         Eu, sempre no regime, sentava na mesa e “enganava” que comia um pouco, mas na verdade ia dormir mais cedo para não pensar em comida e na fome que sentia. D. Nair, ficava com pena de me ver com fome, então antes de subir para o quarto, preparava torradas com manteiga e levava lá no quarto um pratinho com as torradas recém saídas do forno (escondido de Papai, porque na concepção dele, eu deveria ter me alimentado na hora do jantar). Era uma tentação.     

            A Vale tinha uma Cooperativa de alimentos (tipo um supermercado, quase em frente do apartamento). Eu e D. Nair fazíamos a lista dos produtos a serem comprados, eu avisava Papai e ele mandava o Sr. Benedito com o carro para ele fazer as compras.

2 comentários:

  1. Irmã,

    Você lembrou de todo o apartamento! Incrivel! Adorei! Foi um tempo muito bom!Como namorei, nesta época!
    Beijos, queremos blog, no final de semana,
    Denise

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  2. Apoiado, irmã!!!! Sinto muito a falta dessas deliciosas lembranças no fim de semana. Foi nesse apartamento que conheci e comecei a nomorar Sergio. Como esquecer????? Beijos. Tê

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