quinta-feira, 26 de maio de 2011

Denise - Parte 2

         Mamãe ficou doente, e esta irmã, apesar de irreverente, sempre foi muito preocupada com a família. Resolveu então fazer uma promessa sem pensar na dimensão desta atitude. Foi assim que ela pediu a Papai para matriculá-la no Colégio do Carmo (um colégio de Freiras). Ninguém entendeu nada, mas como ela insistiu muito dizendo que queria muito estudar para ser Carmelita descalça, Papai concordou. Estudou neste colégio durante 1 ano e quase reprovou por causa de uma Freira que não gostava e que se chamava Irmã Rosa. Antes de acabar o ano, já tinha a certeza que esta não era a vida que queria para ela, mas não sabia como se comportar diante da promessa que havia feito. Então resolveu conversar com Vovô Simões, que era Vicentino, e muito religioso. Ele orientou que Denise se confessasse e pedisse perdão por não cumprir a promessa. Assim ela fez. No ano seguinte, tinha voltado a estudar no Colégio Americano.

         Sempre foi uma pessoa ativa e ligada em atividades. Jogava Vôlei, participava das atividades do colégio, e dos grêmios estudantis. Tinha idéias incríveis.

        Gostava de tudo que era bom (um mal de família, rsrsrsrs). Sempre adorou namorar, e muitoooooo. Seu primeiro namorado foi com 17 anos e se chamava Alberto (um rapaz bonito de cabelos e olhos pretos). Namorou com ele durante 1 ano. Na primeira vez que ele segurou em sua mão, ficou vermelha que nem um tomate de vergonha. Apesar de adorar namorar, sempre foi muito tímida.

Também com 17 anos começou a começou a fumar ... escondido, lógico. Era moderno e chique naquela época. Morávamos ainda na Santa Clara. Ela convenceu Papai a ocupar o quarto dos fundos, assim ela podia fumar mais tranquila. Quando percebia que vinha alguém, ela espirrava na boca o perfume “Hora Intima”, assim evitava que papai desconfiasse do cheiro do cigarro. O primeiro cigarro que fumou foi Capri. Um belo dia ela fui flagrada, e Papai disse: "debaixo do meu teto, só fuma quem paga o vicio". No outro dia, Ieda convidou-a para acompanhá-la em uma entrevista de emprego no SESI. Ficava ao lado do Colégio Americano. Era para uma vaga de datilografa. Ieda fez o teste e o responsável pelo preenchimento da vaga sugeriu que Denise também tentasse fazer. Saiu-se melhor que a amiga e foi convidada a preencher a vaga de meio expediente. Nesta época fazia o último ano do Clássico. Continuou a estudar pela manhã e a tarde trabalhava na Farmácia do SESI. Depois de um mês, recebeu seu primeiro salário no valor de Cr$ 120,00. Comprou uma carteira de cigarros (Capri), chegou em casa, sentou na mesa da sala de jantar, abriu o maço e tirou um cigarro na frente de Papai. Ele olhou para ela muito bravo, e antes que ele dissesse qualquer coisa, ela se apressou em dizer que já estava trabalhando há um mês e que podia pagar vicio. Depois de tantos anos, fuma até hoje. Entendem agora porque eu disse que ela foi a filha que mais preocupação deu a nossos pais? E isto era apenas o começo. Era muito bonita ... mas sempre muito séria também.






Assim que terminou o Clássico no Colégio Americano, começou a trabalhar pela manhã no colégio Martinho Lutero, um Colégio alemão, e à tarde continuou no SESI. Quando a primeira turma deste Colégio se formou, surgiu a idéia dos alunos fazerem uma viagem à Alemanha. Minha irmã, que trabalhava na secretaria, foi convidada e aceitou. Pediu licença do SESI e convidou Bebeto (nosso primo), Elcinho (irmão de Marco Aurélio que mais tarde eu viria a namorar) e Miriam (uma grande amiga, que era professora de inglês).

Um comentário:

  1. Irmã,

    Estou adorando! Mas vai ter muito que contar....Costumo dizesr que minha vida daria um livro.Cheia de preocupaçoes, com a familia, e cheia de vontade me rebelar.Espero que continue. Te amo..Beijos,
    Denise

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