sexta-feira, 3 de junho de 2011

Telina – Parte 3

Moraram um ano e meio no Chopim, na casa mostrada no relato de ontem. Depois mudaram para Salto Osório, onde seria construída mais uma usina. Para entender melhor, a COPEL “montava” uma verdadeira cidade quando da execução de uma usina. Tinha toda a infraestrutra de uma cidade pequena. Colégio, Rodoviária, Supermercado, Clube com piscina, Barzinho e até cinema. Seus vizinhos mais próximos, que depois se tornaram amigos, era Darcy e Renan e Szeiko e Ângela. Sergio trabalhava na COPEL e Telina conseguiu um trabalho na Secretaria da Escola. Ficou neste trabalho até o Serginho nascer, o que aconteceu em Agosto de 1973. O dia da chegada dele, quando Papai me avisou eu estava trabalhando. Quando soube que era um menino fiquei super feliz. Primeiro sobrinho e ainda por cima um menino. Sempre quis ter um filho homem, talvez por saber o quanto Papai sempre sonhou para ter um filho homem. Acho que ele passou isto para mim. Lembro que quando Serginho fez um ano, não pude ir, mas despachei pela Itapemirim alguns mimos para a festa dele, você lembra disto, Tê? Serginho com poucos meses veio a Vitoria, creio que quando caiu a ponte do Chopim. Eu e Telina dormíamos no nosso quarto da 13 de Maio e Serginho num caminha que montamos para ele no meio.  Em Fevereiro de 1975, mudaram para Curitiba e foram morar na Rua Vicente Machado. O Sergio começou a trabalhar na DM no Setor de Licitação. Como Serginho tinha problemas com crise de asma, por causa do frio intenso e também por Telina estar grávida da Dani de 7 meses, resolveram em Setembro do mesmo ano voltar para Vitória.

Mamãe, Telina (gravida de Serginho) e Tereza em Salto Osório



Aniversário de 1 ano de Serginho em Salto Osório. Tia Marilia (madrinha dele) e atrás Terezinha



Telina foi para Vitória nas Bodas de Ouro de Vovô Gildo e Vovó Telina
Na foto, Telina, Mamãe, Papai, Serginho, Denise e Sergio


Em Vitoria, alugaram um apartamento no Edifício Gaivota, na Sete de Setembro, no 5° andar no mesmo prédio onde já morávamos. Sérgio sempre teve grandes idéias e resolveu montar a COPISOL, na Rua Aristeu Aguiar, perto do Hotel São José, porém, precisava de verba para viabilizar o sonho. Papai ajudou, conseguindo um empréstimo em seu próprio nome para que pudessem abrir a empresa. A vida para eles continuava difícil, mas não esmoreciam nem reclamavam.  Todos os dias, eu chegava do trabalho, passava em casa e subia ao 5° andar para ver o Serginho. Quantos desentendimentos tive com o namorado, quando nos sábados à tarde, ele me convidava para sair e eu dizia que só iria se pudesse levar meu sobrinho. Adorava pegá-lo no 5° andar e levá-lo lá para casa. Fazia ele dormir e as vezes me vencia pelo cansaço. Contava historias, cantava musica de ninar, eu cochilava e ele me chamava: “tia, tô acordado”, ou então saia da cama para ir para a sala e eu ia atrás dele para convencê-lo a voltar para a cama. Gostava de fazer comidas gostosas para ele. Muitas vezes, percebi o quanto eu paparicava mais o Serginho do que minhas outras sobrinhas e isto nada tinha a ver com amar mais a um do que a outro, porém, o Serginho foi meu primeiro sobrinho, era um menino, morava longe, e eu tinha consciência que a vida para Telina e Sergio era puxada. Não sobrava dinheiro para mordomias, então eu procurava suprir isto: o supérfluo ou os agrados. Ficava feliz quando via ele feliz com um brinquedinho novo ou algo especial que ele desejasse. Há três anos atrás, quando nos mudamos da casa para o apartamento, achei um caderno do Serginho da 3ª. Série que guardei durante todos estes anos, com sua letrinha bem formada, redondinha e organizada. A situação dos pais da Manoela, que foi a segunda sobrinha, era diferente, tinham uma situação privilegiada e era fácil realizar seus desejos. Sei que isto explica, mas não justifica, mas também sei que sempre procurei agir de acordo com meu coração.

3 comentários:

  1. Irmã,

    Eu não sabia de nda desta ida, sua ao Paraná, a não ser a história do milho"! Como o tempo passa rápido!!! Meu Deus é bom demais, ler sobre isto! No fundo a diferença de idade era enorme quando eramos crianças e moças, depois tudo se nivela!

    Não tenho feito comentarios, pois alem, de Paula operada, Junior ficou aqui ate ontem, e minha empregada ficou doente e só volta na segunda!
    Beijos, estou adorando,
    Denise

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  2. Irmã, quanta estória, né? No primeiro aniversário de Serginho vc não mandou uns "mimos", não seja modesta, mandou a festa inteira... tudo... da forminha ao enfeite do bolo, leite condensado, chocolate granulado.. enfim, T U D O!!! Vc lembra quando eu vim a primeira vez a Vitória com Serginho, ele tinha 1 mês, ele dormia na gaveta de uma daquelas camas brancas que ficavam no seu quarto. A gente colocou um colchão dentro da gaveta, lençol e então, nós dormíamos nas camas e ele na gaveta. Não esqueço disso... Vc era muito apaixonada por esse sobrinho. Pena que eles crescem e "esquecem" o que fizeram por eles. Mas eu não esqueço nunca. Te amo muito. Beijos! Tê.

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  3. Mariangela Szeiko 18/07/2017.

    Meu Deus o que fui achar aqui!!!! Quanta emoção...quantas saudades!!!Quantas lembranças maravilhosas! Amava demais esse casal...Sergio(Peixe) hehehe e Telina!Até chorei!!!!!

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