terça-feira, 21 de junho de 2011

Reveses da Vida

        Noivamos durante quase dois anos e resolvemos marcar a data do casamento. Completaríamos 8 anos de namoro e noivado. Marcamos para o dia 02 de Outubro. Resolvi comprar algumas coisas de uso pessoal, tais como bolsas, sapatos, vestidos, inclusive o tecido para o vestido de noiva, no Rio de Janeiro. Tia Regina morava no Leblon e me deu a maior força. Na mesma loja que comprei o tecido para o vestido, foi desenhado um modelo que achei que ficaria muito bonito. Isto resolvido, partimos para a confecção da lista dos convidados, decoração da Igreja e do Salão, contratação de música e buffet. A Vilma deve lembrar de quantos e quantos dias ficamos preenchendo os convites. Acertamos os padrinhos e fizemos o convites. Tudo parecia estar sob controle.

         Como sempre fui muito ativa, paralelo a todos estes preparativos, resolvi fazer uma festinha de aniversário para o Serginho lá no nosso apartamento da Sete de Setembro para comemorar seus 3 anos de idade. Achei tempo e disposição para Fazer os doces e salgados, preparar os enfeites, etc. A data escolhida foi no dia 21/08/1976, num sábado. Ele ficou contente e se divertiu muito. Depois da festa, Marco Aurélio disse que precisávamos conversar. O assunto foi que ele pensou bem e chegou a conclusão que deveríamos cancelar o casamento. Fui pega de surpresa, até porque faltavam pouco mais de 30 dias para o evento. Como não tínhamos mais cabeça para conversar naquele dia, combinamos de conversar novamente no domingo à tarde, o que resultou em nenhum entendimento. Minha cabeça fervilhava com tantas perguntas sem resposta. Se o amor havia acabado, porque esperar tanto tempo para terminar? Porque chegarmos ao ponto de distribuir convites, fazer os preparativos, se os sentimentos não eram os mesmos? Difícil seria de qualquer maneira, mas o pior de tudo foi a falta de sinceridade. Evitar sofrimentos? Mas a cada dia que passava, o sofrimento só aumentaria. Bem, no domingo também não conseguimos chegar a um entendimento. Na segunda-feira fui trabalhar, totalmente arrasada. Havíamos ido à casa do meu chefe convidá-los para serem nossos padrinhos de casamento. Como explicar para todos o que tinha acontecido? Não conseguia raciocinar. Final da tarde liguei para Marco Aurélio e pedi que ele fosse lá em casa à noite. Estranhei que naquele dia minhas irmãs estavam todas lá em casa com Mamãe. Papai estava viajando. Ele chegou e antes que pudéssemos conversar qualquer coisa, ele disse que estava realmente tudo acabado, virou as costas e saiu. Depois fiquei sabendo que ele havia combinado com as meninas para estarem por perto, porque o término era definitivo.


Última foto minha tirada em Vitória - Aniversário de Serginho



Um comentário:

  1. Irmã,
    Que dia foi aquele!!!! Loucura total. Pior, foi contar para papai no outro dia, depois de levar voce no aeroporto.Acho que posso viver mais 100 anos, que não vou esquecer.

    Beijos, te amo,

    Denise

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