Como faz diferença a força de pensamento de uma família. Feliz aquele que pode contar com o carinho dos parentes e dos amigos e que sabe valorizá-los. Eu fui muito abençoada, pois depois que vim embora, foram inúmeras as cartas, cartões e livros contendo pensamentos positivos que recebi. Vovó Telina me escrevia com freqüência, sempre com seu jeitinho carinho e sua fé inabalável. Guardei as inúmeras cartas escritas por ela e até hoje as releio, pois para mim funcionam como estimulo. Tudo aquilo que ela escrevia e me desejava, graças a Deus eu consegui.
O povo de Curitiba era conhecido como sendo muito fechado, e no inicio pude constatar exatamente isto. Procurei não me intimidar e sempre puxava assunto com um e outro. Aos poucos, fui sendo aceita no grupo da DM e passamos a viajar bastante. Quase todos os finais de semana tínhamos um programa. Adorávamos visitar as obras e ficávamos na casa de visitas. A empresa incentivava o lazer e a convivência entre amigos, tanto que durante muitos anos a empresa como um todo era considerada “família DM”. A grande maioria dos funcionários era do interior e moravam aqui ou em republicas ou em apartamentos onde residiam vários para baratear a despesa para todos. A empresa fornecia lanche de manhã e à tarde e nossa querida Benedita era a responsável para torná-lo saboroso. Quando tinha um casamento no interior, a empresa fornecia ônibus e era uma festa só. Se um grupo menor viajava, íamos com um carro também cedido pela empresa. Algumas vezes, nos reuníamos para ensaiar e saiamos para fazer serenata. Íamos de casa em casa, Sergio tocando violão e nós cantando. A última casa visitada era da Dirce / Zattoni, pais do Sérgio, com direito a café da manhã ao amanhecer.
Edna e Rita num amanhecer depois da Serenata
Café da Manhã na casa do Zattoni / Dirce - Depois da Serenata
No primeiro aniversário que passei aqui, Tia Marília organizou com o pessoal da DM uma festa surpresa para mim. Combinou com Alceu e me avisou que íamos sair para jantar fora. Entramos todos no carro e no meio do caminho, o Alceu disse que precisava pegar algo com alguém que tinha sido deixado na DM. Como ele era amigo do dono, não desconfiei de nada. Lá chegando, a Tia pediu que eu mostrasse onde trabalhava e eu concordei. Tudo apagado, chegamos na churrasqueira e foi aquela festa. Estavam todos lá esperando pela gente. Foi uma surpresa e tanto.
Festa Surpresa preparada por Tia Marilia que aparece na foto
À proporção que o tempo ia passando, fui compreendendo mais ainda que realmente Deus sabe o que faz. Se não fosse o acontecido, jamais conheceria este lado da vida. Percebi que um mundo novo existia, cheio de possibilidades, novas amizades, novos desafios e eu estava ali para vivenciá-lo.
Eles foram além de parentes, amigos e confidentes
Alceu e Tia Marilia
A turminha que um dia eu trouxe a Vitória - Estavamos no Aeroporto do Rio de Janeiro
Guilherme, Maria Tereza, Maria Alice e Sergio um amigo
Eu e Tia Marilia prontas para uma festa
Realmente, irmã... a gratidão é o bem maior que aprendemos nessa vida... imagino como você deve ser grata a Tia Marília e Alceu por tudo que fizeram por você. Graças a Deus que os convidei para serem os padrinhos de Sergio... Foram ótimos padrinhos. Beijos com amor! Tê
ResponderExcluirIrmã,
ResponderExcluirQuem falou que eu vivi? Não, quem viveu foi você!! Sem duvida nenhuma, você, viveu, com toda a intensidade.
Tolos, são os que ficaram parados, sem arriscar..Só sonhando!
Beijos, te amo,
Denise