quarta-feira, 1 de junho de 2011

Minha Irmã Telina

Esta irmã nasceu com uma diferença de 2 anos e meio de mim. Para eu e Denise, quando ela chegou, era como brincar de boneca. Ela era linda e fofa. Nasceu com uma mancha escura no ombro esquerdo que tem o formato de um coração.




          Em relação a comportamentos, cada uma tinha uma característica diferente. Por exemplo, quando brigávamos e Mamãe “chegava junto” para chamar a atenção e avisar que iria contar tudo para Papai, Denise corria e se escondia num lugar seguro, eu gritava e fazia o maior escândalo para chamar a atenção de todos e Telina, com seu jeitinho meigo, ficava parada no mesmo lugar, esperando o castigo. Muitas vezes eu e Denise íamos em “socorro” dela, para que ela não levasse a culpa sozinha. Por ela ser muito boazinha e a menor, a gente fazia sempre ela de cobaia, como  no caso que já relatei da brincadeira do guarda roupa.

         Sempre foi a mais estudiosa de todas. Suas notas eram as melhores. Quando pequena, brincávamos e íamos para o colégio sempre juntas,  mas quando eu e Denise começamos a adolescência ela era ainda uma criança então não mais nos acompanhava. Muito tímida, flertou por pouco tempo com Cal (Carlos Danilo), irmão de Beta, que também estudava no Colégio Americano.






         Num dia de São João, em 24 de junho, com apenas 14 anos, numa festa realizada em Soído, Domingos Martins, começou a namorar o Sérgio que era primo dos donos da casa. Foi seu único namorado.

         Um ano depois, comecei a namorar o primo do Sergio e ai passamos a dividir o Hall do Edifício José Neffa, assim como o despertador que insistia em tocar às 21:30 hs, nos dias que era permitido namorar.

         Passamos também a freqüentar as mesmas festinhas, pois nossos amigos eram comuns assim como outros primos.

         O Sergio morava numa casa enorme no Horto, com seus pais (Sr. Walter e D. Elcia) e irmãos (Watel, Heitor, Tereza, Sonia, Luiza, Rogério) e Dinha (Tê, fiquei em duvida se era assim o nome dela ou era Dindinha) que era uma pessoa maravilhosa e morava na casa há muitos anos. Trabalhava na Escelsa. Gostávamos muito de nos reunir no terraço para casa para degustar caranguejo, nos sábados. Passávamos a tarde toda ali, jogando conversa fora. Mais tarde Dinha preparava uma enorme mesa de lanche e saboreávamos um café, com pão e bolos. Como estávamos sempre juntas, Papai permitia que saíssemos um pouco mais.




Um comentário:

  1. Irmã querida! Que delícia ler a nossa estória contada por uma outra pessoa, principalmente, se essa pessoa nos ama muito. Obrigada pela homenagem e pelo carinho! Amo muito você. Beijos. Tê.

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