segunda-feira, 27 de junho de 2011

O céu é o limite


        Como faz diferença a força de pensamento de uma família. Feliz aquele que pode contar com o carinho dos parentes e dos amigos e que sabe valorizá-los. Eu fui muito abençoada, pois depois que vim embora, foram inúmeras as cartas, cartões e livros contendo pensamentos positivos que recebi. Vovó Telina me escrevia com freqüência, sempre com seu jeitinho carinho e sua fé inabalável. Guardei as inúmeras cartas escritas por ela e até hoje as releio, pois para mim funcionam como estimulo. Tudo aquilo que ela escrevia e me desejava, graças a Deus eu consegui.

O povo de Curitiba era conhecido como sendo muito fechado, e no inicio pude constatar exatamente isto. Procurei não me intimidar e sempre puxava assunto com um e outro. Aos poucos, fui sendo aceita no grupo da DM e passamos a viajar bastante. Quase todos os finais de semana tínhamos um programa. Adorávamos visitar as obras e ficávamos na casa de visitas.  A empresa incentivava o lazer e a convivência entre amigos, tanto que durante muitos anos a empresa como um todo era considerada “família DM”. A grande maioria dos funcionários era do interior e moravam aqui ou em republicas ou em apartamentos onde residiam vários para baratear a despesa para todos. A empresa fornecia lanche de manhã e à tarde e nossa querida Benedita era a responsável para torná-lo saboroso. Quando tinha um casamento no interior, a empresa fornecia ônibus e era uma festa só. Se um grupo menor viajava, íamos com um carro também cedido pela empresa. Algumas vezes, nos reuníamos para ensaiar e saiamos para fazer serenata. Íamos de casa em casa, Sergio tocando violão e nós cantando. A última casa visitada era da Dirce / Zattoni, pais do Sérgio, com direito a café da manhã ao amanhecer.

Edna e Rita num amanhecer depois da Serenata


Café da Manhã na casa do Zattoni / Dirce - Depois da Serenata



No primeiro aniversário que passei aqui, Tia Marília organizou com o pessoal da DM uma festa surpresa para mim. Combinou com Alceu e me avisou que íamos sair para jantar fora. Entramos todos no carro e no meio do caminho, o Alceu disse que precisava pegar algo com alguém que tinha sido deixado na DM. Como ele era amigo do dono, não desconfiei de nada. Lá chegando, a Tia pediu que eu mostrasse onde trabalhava e eu concordei. Tudo apagado, chegamos na churrasqueira e foi aquela festa. Estavam todos lá esperando pela gente. Foi uma surpresa e tanto.

Festa Surpresa preparada por Tia Marilia que aparece na foto


À proporção que o tempo ia passando, fui compreendendo mais ainda  que realmente Deus sabe o que faz. Se não fosse o acontecido, jamais conheceria este lado da vida. Percebi que um mundo novo existia, cheio de possibilidades, novas amizades, novos desafios e eu estava ali para vivenciá-lo.

Eles foram além de parentes, amigos e confidentes


Alceu e Tia Marilia



A turminha que um dia eu trouxe a Vitória - Estavamos no Aeroporto do Rio de Janeiro

Guilherme, Maria Tereza, Maria Alice e Sergio um amigo


 Eu e Tia Marilia prontas para uma festa


sexta-feira, 24 de junho de 2011

Quando as luzes se apagam, outro mundo se acende ...

        Quando achei que estava no fundo do poço, eis que me deparo com uma família maravilhosa. Todos me receberam com muito carinho.  Eu e Maria Tereza dividíamos um quarto e Guilherme e Maria Alice ficavam no outro. D. Gloria e Maria eram as duas ajudantes da casa e sempre foram ótimas para mim. Por indicação do Alceu, fui entrevistada na DM e comecei a trabalhar no dia 03 de novembro. Estranhei muito o frio de Curitiba, afinal vinha de uma cidade onde as temperaturas eram sempre agradáveis. Todos os domingos saiamos para almoçar em Santa Felicidade. Alceu jogava tênis no Clube Santa Monica e eu ia com as crianças aproveitar a piscina. A tia preferia ficar em casa descansando. Comprei um titulo do Clube e sempre que possivel ia nos finais de semana.

         Quando trabalhei para a firma terceirizada, fiz amizade com Wilson. Ele era natural de Curitiba e conhecia muita gente. Foi através dele que conheci grande parte de Curitiba. Saiamos muito para ir a boates, restaurantes, barzinhos.

No final de Setembro resolvi ir a Vitória. Precisava resolver a pendência do meu trabalho e também queria enfrentar logo meus medos em relação ao acontecido. Em casa, todos ficaram felizes de me ver de novo. Eu me preparei psicologicamente para enfrentar o meu retorno. Foi muito bom rever todos. Vovó Telina, Vilma, Valdete, minhas irmãs e sobrinhos, meus cunhados, minha mãe e meu pai, todos estavam ali para me receber. Meu quarto foi enfeitado com rosas e Papai encomendou pitus para fazer uma moqueca porque sabia que eu gostava muito. Fiquei apenas 3 dias e foi tempo suficiente para saber que nunca mais voltaria a morar ali.


Saindo para o Aeroporto




Café da manhã com minha familia após meu retorno


Me dediquei com afinco ao trabalho. Não media esforços para ocupar meu tempo. Quando estava em casa, eu e a tia conversávamos muito. Ela montou um atelier e Marlene, uma ótima costureira saiu de Vitoria com a família e veio morar em Curitiba. Gostávamos de ver as revistas de moda, escolher os tecidos e separar os modelos.


Alguns meses de empresa - 1977


Alguns anos de empresa - 1984



Muitos outros anos na empresa - 1997

 

quinta-feira, 23 de junho de 2011

E a vida continua ...

       Naquele momento, parecia que estava vivendo um pesadelo. Queria acordar mas não conseguia. Alguém me deu um copo com água e um comprimido. Me senti alheia a tudo, completamente “congelada” por dentro, sem saber o que pensar. Lembro que Denise me perguntou: “E agora, o que você pretende fazer?” E no mesmo momento eu respondi: “Vou embora para Curitiba”. Todos concordaram, talvez para me dar um alento. Na terça-feira, acordei cedo e fui para a COFAVI. Não comentei nada com ninguém. Arrumei minhas coisas, ajeitei minha mesa, avisei que tinha uma consulta médica e que não iria trabalhar à tarde e na hora do almoço fui embora. Marquei hora do salão, cortei o cabelo e arrumei as unhas. Meu cunhado Adelino providenciou minha passagem num vôo da Transbrasil.



Era a primeira vez que viajava de avião e justo naquela situação. Nem me lembro de ter curtido a viagem. Também foi Adelino quem providenciou  dois vouchers do Banco do Brasil para que eu descontasse quando precisasse. Antes de sair de Vitoria, fiz reserva num hotel em Curitiba, onde Telina e Sergio já haviam ficado. Cheguei no aeroporto, peguei um taxi, me instalei e só então a minha ficha caiu. Estava eu sozinha numa cidade enorme e que não conhecia. Pensei comigo o que tinha feito da minha vida. Largar minha família, meu trabalho, meus amigos e vir parar numa cidade tão longe. Sai do hotel e fui dar uma volta para tentar espairecer. Andava pelas ruas sem ver sequer um rosto conhecido que me dissesse “bom dia”. Ninguém prestava atenção ao meu sofrimento, que a meu ver, estava estampado em meu rosto. O frio congelava até os ossos.

Lembro que sentava num banco na Praça Zacarias, e ficava observando as pessoas passarem, imaginando quantas delas estavam felizes ou sofrendo por alguma desilusão. Então resolvi comprar o jornal e procurar um emprego. Achei um, de Recepcionista para um evento que aconteceria em Ponta Grossa, mas o recrutamento seria por uma agência instalada em Curitiba. No local, preenchi uma ficha e fui chamada para entrevista. Quem me entrevistou foi uma moça chamada Carmem. Entre varias perguntas, ela me pediu se eu tinha traje a rigor.  Expliquei para ela minha situação, porque estava ali e o que tinha acontecido comigo. Por uma graça divina ela era de Cachoeiro do Itapemirim e se prontificou a me ajudar a arranjar outro trabalho. No dia seguinte apareceu a oportunidade numa empresa que prestava serviço para o BADEP.  Era um emprego temporário mas comecei a trabalhar imediatamente. Esta empresa ficava na Emiliano Perneta bem no Centro. Gostava de trabalhar ali. Ninguém me conhecia muito menos a minha historia e assim conseguia evitar as  perguntas.

         Sabia que Tia Marília e Alceu moravam em Curitiba, mas não fui procurá-los porque não queria incomodar ninguém. Tinha que tentar resolver as coisas sozinha.

         Papai tão logo chegou de viagem, ficou sabendo do acontecido. Ficou muito preocupado e me ligava sempre na hora das refeições. Algumas vezes colocava um amigo dele que era Psicólogo para conversar comigo e “sentir” como estava meu estado de animo. Tia Dalva ligou para uma sobrinha de Tio Otto, Sonia, que era casada com Leôncio e pediu para ela ir me ver. Na verdade eu não queria conversar com ninguém, mas sabendo que todos estavam preocupados comigo, me forcei a descer e atender. Disse que tinha uma amiga da minha idade, que era também de Vitória e que iria pedir para ela vir conversar comigo, quem sabe me faria bem desabafar com alguém. No dia seguinte, me procurou a Nancy que estudou anos no Colégio Americano e foi colega de turma de Denise. Ela era Dentista e o consultório ficava a menos de uma quadra de onde eu estava. Tia Tetê, ligou para Tia Marília e contou o que tinha acontecido. Ela havia chegado naquela manhã de Bariloche. Largou tudo, foi ao hotel, passou na recepção, mandou encerrar a minha conta, subiu para falar comigo e me convenceu a eu ir passar uns dias em sua casa.





terça-feira, 21 de junho de 2011

Marcas do que se foi ...


        Este fato, que na época foi de intensa importância para minha vida, caiu em mim como se fosse um divisor de águas. A sensação era de total desamparo e impotência diante da situação. Nada mais poderia ser feito, então só me restava aceitar os desígnios de Deus. Sabia com certeza que poderia contar com minha fé, com minha família e com meus amigos. Precisava mudar tudo, seguir em frente, continuar sobrevivendo, mesmo sendo muito difícil.

         A Rita que tinha chegado até ali, já não seria mais a mesma. Talvez o sorriso demorasse mais a voltar a seu rosto e seus olhos não brilhassem mais com tanta intensidade. Mas tinha esperança que tudo isto era transitório. Somente o tempo diria o que se perdeu pelo caminho.

         Vou chamar este mural, como sendo a Rita de antes do acontecido, ou seja,  primeira fase da minha vida, pois a partir daí, tudo se transformou.  


Reveses da Vida

        Noivamos durante quase dois anos e resolvemos marcar a data do casamento. Completaríamos 8 anos de namoro e noivado. Marcamos para o dia 02 de Outubro. Resolvi comprar algumas coisas de uso pessoal, tais como bolsas, sapatos, vestidos, inclusive o tecido para o vestido de noiva, no Rio de Janeiro. Tia Regina morava no Leblon e me deu a maior força. Na mesma loja que comprei o tecido para o vestido, foi desenhado um modelo que achei que ficaria muito bonito. Isto resolvido, partimos para a confecção da lista dos convidados, decoração da Igreja e do Salão, contratação de música e buffet. A Vilma deve lembrar de quantos e quantos dias ficamos preenchendo os convites. Acertamos os padrinhos e fizemos o convites. Tudo parecia estar sob controle.

         Como sempre fui muito ativa, paralelo a todos estes preparativos, resolvi fazer uma festinha de aniversário para o Serginho lá no nosso apartamento da Sete de Setembro para comemorar seus 3 anos de idade. Achei tempo e disposição para Fazer os doces e salgados, preparar os enfeites, etc. A data escolhida foi no dia 21/08/1976, num sábado. Ele ficou contente e se divertiu muito. Depois da festa, Marco Aurélio disse que precisávamos conversar. O assunto foi que ele pensou bem e chegou a conclusão que deveríamos cancelar o casamento. Fui pega de surpresa, até porque faltavam pouco mais de 30 dias para o evento. Como não tínhamos mais cabeça para conversar naquele dia, combinamos de conversar novamente no domingo à tarde, o que resultou em nenhum entendimento. Minha cabeça fervilhava com tantas perguntas sem resposta. Se o amor havia acabado, porque esperar tanto tempo para terminar? Porque chegarmos ao ponto de distribuir convites, fazer os preparativos, se os sentimentos não eram os mesmos? Difícil seria de qualquer maneira, mas o pior de tudo foi a falta de sinceridade. Evitar sofrimentos? Mas a cada dia que passava, o sofrimento só aumentaria. Bem, no domingo também não conseguimos chegar a um entendimento. Na segunda-feira fui trabalhar, totalmente arrasada. Havíamos ido à casa do meu chefe convidá-los para serem nossos padrinhos de casamento. Como explicar para todos o que tinha acontecido? Não conseguia raciocinar. Final da tarde liguei para Marco Aurélio e pedi que ele fosse lá em casa à noite. Estranhei que naquele dia minhas irmãs estavam todas lá em casa com Mamãe. Papai estava viajando. Ele chegou e antes que pudéssemos conversar qualquer coisa, ele disse que estava realmente tudo acabado, virou as costas e saiu. Depois fiquei sabendo que ele havia combinado com as meninas para estarem por perto, porque o término era definitivo.


Última foto minha tirada em Vitória - Aniversário de Serginho



domingo, 19 de junho de 2011

Meu Caminho

Eu e Marco Aurélio começamos a namorar em 1968. Ele foi meu primeiro namorado. Morava com os pais e irmãos num sobrado onde embaixo tinha um comércio de gêneros alimentícios que detinham a representação. Nosso apartamento era em frente ao sobrado dele. Por ser muito fácil controlar (que horas foi dormir, que horas acordou), isto gerou muitos desentendimentos.

Telina já namorava o Sérgio e a Vilma, minha grande amiga, namorava o Elsinho, irmão de Marco Aurélio. Mesmo namorando firme, nosso horário continuava sendo controlado por Papai. Tinha os dias certos para namorar, os horários a serem cumpridos e quando saíamos para dançar na FAFI (que ficava na mesma rua onde morávamos), também tínhamos hora para voltar. Da janela do apartamento, dava para avistar a FAFI. Quando o relógio marcava 23 horas, tínhamos que estar em casa, então sempre saiamos um pouquinho antes para caminharmos devagar até chegar em casa. Mas ao longo, a gente já avista Papai fumando na janela. As luzes todos apagadas e só dava para perceber o cigarro aceso. Não tínhamos  tempo nem para um beijo mais demorado na porta do prédio, pois ele esperava chegarmos no prédio e ia até o elevador verificar se já tínhamos chamado o mesmo para subir.

O namoro começou tranqüilo e como todo casal normal, algumas vezes brigávamos por ciúme de ambas as partes. Nos sábados, quando não saiamos e ficávamos namorando na escada, com Telina e Sergio nas cadeiras (ou visse versa), depois que o relógio despertava às 21:30 hs (hora para os namorados irem embora), Marco Aurélio e Sergio, muitas vezes, saiam para aproveitar um pouco mais a noite. Quando ficava sabendo, era briga na certa, assim como também brigávamos quando eu pegava carona para ir ou vir do trabalho. Em festas ou no Carnaval, qualquer deslize era motivo para desconfiança e ciumeira. Mas tínhamos também a época de tréguas. Gostávamos de sair em turma e mesmo depois que Telina casou e Vilma e Elsinho terminaram, saíam conosco a Valeria (irmã de Marco Aurélio), Tereza e Luiza (irmãs do Sergio), Vilma, Catarina, etc...

Como Marco Aurélio trabalhava no sábado até a hora do almoço, algumas vezes íamos para a Praia e mais tarde nos encontrávamos lá. À noite, apreciávamos ir ao Bar Atlântica, do Osmar na Praia da Costa. Minha pedida era sempre a mesma: um Daiquiri, quibe frio e pastelzinho de camarão. Naquela ocasião, tomava apenas um aperitivo e nunca tomava cerveja. Jamais ficar alterada por causa da bebida.

Fomos padrinhos do casamento de Telina e Sergio em Vitoria e de Denise e Adelino em São Paulo. Ficamos noivos, quando morávamos na Rua 13 de Maio. Lembro ainda o vestido que usava (um vestido de crepe cor perola com detalhes pequenos em azul). Na verdade, as famílias, minha e dele, já se conheciam da Ladeira Santa Clara, quando foram vizinhos. Sempre achei que os pais dele não faziam muito gosto no namoro, talvez por eu ser um ano mais velha que ele, ou talvez por eu sempre ter trabalhado e de certa maneira, não dependia de ninguém para comprar minhas coisas. Ainda assim, fizemos tudo conforme mandava o figurino. Foi uma reunião muito intima somente com a presença das duas famílias. D. Nair preparou tudo que foi servido e naquela noite, fui dormir achando que era a pessoa mais feliz do mundo. Comecei a comprar meu enxoval, todo ele adquirido na “A Madeireira”, jogos de lençol, jogos de banho, toalha de bandeja, jogos americanos, toalha de mesa, cobertor, etc... A loja era maravilhosa e tinha produtos de alta qualidade (tanto é verdade, que ainda hoje possuo jogos de lençol, comprados naquela ocasião). Adquirimos um terreno nas imediações do Morro de Santa Luzia e onde pensávamos que construir um dia.

sábado, 18 de junho de 2011

Outras Viagens e Passeios

Rio de Janeiro

         Final de semana .... vamos aproveitar. Que tal um sábado e domingo no Rio de Janeiro? Pegávamos o ônibus na Rodoviária (que ficava bem próximo ao Colégio Americano) e La íamos nós.   

Algumas vezes ficávamos hospedadas na casa da Tia Hilda (uma tia de Papai) em Copacabana e outras vezes ficávamos na casa de Tozinho e Elzinha no Leblon. A segunda opção era melhor, pois eles tinham filhos da nossa idade e com isto aproveitávamos muito mais. Não ficávamos presos a horários. Podíamos ir a praia e não ter hora para voltar. Beth, Felipe, Flavio e Sergio levavam a gente para todos os lugares. Não esqueço que uma vez, era época de morango, em Vitoria você não encontrava esta fruta com facilidade, então comprei uma caixinha no Rio para levar para casa, porém tive que jogar fora, porque estragou tudo.

 Denise chegou a nos acompanhar em uma das viagens e aproveitou para paquerar o Sérgio. Catarina e Vilma também eram companhias nas viagens que aconteceram várias vezes.


Numa ocasião: Catarina, Beth e Rita - Praia do Leblon




Em outra ocasião: Vilma, Rita e uma amiga do Felipe




Felipe, Vilma e Amiga do Felipe


Praia da Costa

         Finais de semana na Praia da Costa eram sempre divertidos. O pior de tudo, era ter hora para voltar (tínhamos que estar de volta até às 13 horas). Se não tivéssemos carona, íamos de ônibus mesmo. Nada era empecilho para deixarmos de aproveitar uma saída. Nosso local preferido era na faixa que ficava em frente ao Clube Sírio Libanês, com direito a uma voltinha pelo Bar Atlântica do Osmar e os barzinhos da Ponta da Sereia, bem na curva da Praia. Num domingo, estávamos em turma quando atracou na nossa frente uma lancha pequena. Jogaram ancora e vieram até a Praia onde nós estávamos. Eram nossos amigos Polly e Dudu. Conversamos um pouco e eles convidaram a gente para dar uma volta, mas não tivemos coragem. Nosso pensamento era o seguinte: Papai não concordaria, e se acontecesse um acidente? E se por algum motivo demorássemos a voltar e atrasasse nosso horário de chegar em casa? O castigo viria sem dúvida. Apesar de termos muita vontade de ir, agradecemos o convite.



 Praia da Costa - Luiza e Rita



Guarapari

         Para Guarapari, íamos em qualquer estação. Naquela época, costumávamos dizer que em Vitoria não fazia frio. Ficamos hospedadas em Pousadas, aproveitamos a praia pela manhã, à tarde passeávamos na avenida ou na pracinha próximo à Praia dos Namorados e à noite, íamos para Três Praias ou Setiba para dançar.

Rita na Praia da Areia Preta (Dê, novamente com sua blusa verde, rsrsrs)



Em Guarapari:  Luiza,  Graça, (não lembro o nome), Rita e Vilma