... embora haja tanto desencontro pela vida, assim diz uma música do Vinicius de Moraes. É a mais pura verdade. Tendo um meio irmão, não o procurei. Já me perguntei inúmeras vezes por que, e não achei nenhuma resposta plausível. Por que eu morava longe? Não era justificava, pois várias vezes estive em Vitoria. Medo de não ser aceita? Também não justificava, pois eu não havia nem mesmo tentado. E assim o tempo foi passando. Mesmo podendo contar somente com sua mãe, o Junior foi à luta atrás dos seus ideais. Mostrou-se excelente aluno, conseguindo uma das melhores notas do curso, passando com louvor.
Com uns 18 anos
Provavelmente se não fosse por ele, até hoje não teríamos nos conhecido. Como isto aconteceu e por quê? Vou relatar os fatos.
Um dia qualquer do mês de julho, mais precisamente numa segunda-feira, em torno de 19 horas, recebi uma ligação. A pessoa se identificou com seu primeiro nome e eu achei que era meu primo Nilton, filho de Tio Marcos e Tia Marli que morava no Rio. Fui alegre com ele, e disse o quanto era bom saber noticias dele. No final da rápida conversa, foi pedido meu MSN e como não sabia de cor, pedi que ele me passasse o dele que no dia seguinte eu o incluiria. No endereço constava a abreviatura de Vitória e foi neste momento, que minha ficha caiu, entendi tratar-se do meu irmão. Mas naquele momento, nenhum dos dois disse nada. No dia seguinte inclui o endereço na minha lista de contatos e a partir daí, passamos a nos falar virtualmente quase todos os dias, mesmo que fosse apenas “um bom dia”. Foram semanas de conhecimento de ambas as partes. Aqui vale uma observação: A foto dele que aparecia no MSN era de um Avatar. A principio fiquei muito assustada, pensando se era ele fantasiado. Observava a foto tentando identificar algum traço que pudesse saber como ele era na realidade. Morria de curiosidade. Finalmente nos conhecemos por foto.
Esta era a figura que ele tinha no MSN - Achava que era ele fantasiado
Nesta foto ele me conheceu
Nesta foto eu o conheci
Agora o porque ele me procurou naquele dia ... não sei. Talvez curiosidade ou quem sabe necessidade de ter alguma referência do seu passado. Pode ser que um dia ele me conte. De qualquer maneira, foi muito bom conhecê-lo. Descobrimos que em algumas coisas somos muito parecidos. No período que tivemos oportunidade de estarmos mais em contato, percebemos que ficamos bravos, choramos, rimos e brincamos, com a mesma facilidade que aqueles irmãos que conviveram a vida inteira juntos.
Três meses depois resolvi ir a Vitória para finalmente conhecê-lo. Passei 7 dias na cidade e levei-o para um “tour” pelo passado. Visitamos os bairros onde moramos, colégio onde estudamos igreja que freqüentamos. Apresentei meus amigos, e revimos alguns parentes. Foi gratificante conhecê-lo um pouco mais. Uns meses depois ele veio a Curitiba conhecer minha família e onde eu morava.
Quando nos conhecemos pessoalmente - No Convento da Penha
Na Praia de Santa Luzia
No Bar Atlantica do Osmar - Daiquiri feito especialmente para mim (lembrando os velhos tempos)
Junior em Curitiba no Outback
Com amigos - D. Lina, Valdete e Vilma
Catarina
Em Maio 2010, voltei a Vitória com a finalidade de festejarmos juntos seu aniversário de 31 anos.
Aniversário do Junior em Vitória
Em rápidas pinceladas, este é meu irmão Junior. Como todo irmão que se preza, às vezes discordamos e nos desentendemos ... divergências de opinião? Talvez, mas isto é normal, porém no fundo, sabemos da importância que um tem para o outro mesmo estando tão distantes. Ele sabe, mas voltarei a frisar aqui, que, independente de nossas divergências, estarei sempre por perto, caso precise do carinho e atenção de sua irmã.
Não sei se ele algum dia lerá estas memórias, mas caso sinta em algum momento necessidade ou curiosidade de saber mais sobre o passado de sua família, poderá encontrar alguns fatos que narrei aqui, e com certeza entenderá a importância que ele teve e tem na minha vida.
Irmã, adorei a forma delicada e carinhosa que você contou a estória de nosso irmão. Também várias vezes me perguntei por que não o procurei por tantos anos e não encontrei a resposta... ainda. Quem sabe um dia (ou não)???
ResponderExcluirTe amo muito.
Beijos,
Tê
Irmã, adorei a forma delicada e carinhosa que você contou a estória de nosso irmão. Também me perguntei várias vezes, após (re)conhecê-lo, por que resisti tanto a tomar essa atitude. Quem sabe um dia eu encontre a resposta??? Te amo muito. Beijos. Tê
ResponderExcluir