sábado, 2 de julho de 2011

Vitoria de Hoje

Infelizmente o tempo fez com que o centro de Vitoria perdesse o glamour que outrora tinha. Não que isto seja um mal somente dessa cidade, mas cito isto por estar falando sobre ela. Na Vitoria de ontem, os cinemas eram no centro da cidade, assim como lojas e lanchonetes. Nas lojas, você era conhecida simplesmente pela “filha de fulano e sicrano”. Isto fazia um diferencial enorme. Não tinha que fazer cadastro para comprar algo, podia simplesmente anotar  na ficha em seu nome, pois o que valia realmente era sua palavra. Tudo era mais simples. Era gostoso e tranqüilo parar no Sagres para tomar um sorvete depois de assistir um filme no Santa Cecília ou no Cine Gloria numa tarde de domingo.
                A cidade hoje é triste e chega a ser deprimente. Há pouco tempo, me propus a fazer um “tour” por lugares que vivi e passei em minha adolescência. Lugares que me deixaram saudades, muitos deles hoje nem existem mais, ainda assim valeu a pena. Um dia inteiro subindo e descendo ladeiras, passando por ruas estreitas e sujas, relembrando cada detalhe e fotografando aquilo que estava vendo mas sempre relacionando como era no passado.
Casa Ermelino (artigos Masculinos)



Cine Gloria



Avenida Beira Mar



Edificio Fabio Ruschi



Lambe - Lambe no Parque Moscoso



Jardim Camburi à noite



Guarapari tendo a fundo o Siribeira




Pontos Turísticos
                Quem sabe quantas vezes ainda irei a Vitória? Não sei, só Deus sabe, mas existem lugares que pretendo ir visitar sempre, pois caso não o faça, sentirei como se não tivesse ido    a cidade. Mais ou menos como diz o provérbio Português:  “Ir a Roma e não ver o Papa”.

Convento da Penha (A paz mora aqui)



Igreja Santa Rita de Cassia (Minha protetora)



Catedral Metropolitana



Ponte da Passagem



Pedra da Cebola (adorei este lugar)



Teatro Carlos Gomes

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Vitória de Ontem


               Sai de Vitória em 1976 e nunca mais voltei a morar lá. Por diversas vezes estive em visita, algumas rápidas de 3 dias e outras mais demoradas, em férias, porém em todas elas, a finalidade era apenas rever àqueles que amo e voltar a lugares inesquecíveis, que fizeram parte do meu cotidiano enquanto morei na cidade.
                Apesar de ter nascido Capixaba e achar que a cidade possui lugares maravilhosos, nunca senti grande interesse em algum dia voltar a viver nela. Parece que a cada dia fico mais e mais distante. Diria que são poucos os motivos que hoje me levariam a pensar nesta possibilidade. O principal motivo seria estar perto dos meus familiares conviver mais com eles enquanto temos possibilidade e saúde assim como desfrutar da presença  daqueles amigos que, apesar do tempo e da distância, permanecem meus amigos.
                Algumas lembranças me trás um sorriso no rosto. Sou de um tempo que em Vitoria todo mundo conhecia todo mundo, tipo cidade pequena do interior. Quando você dizia seu sobrenome, a pergunta tradicional era: “Você é parente de fulano?” – “Conheço uma pessoa que tem o mesmo sobrenome seu, é parente?” E normalmente era. Passeando na avenida, entrando em lojas, ou estando na praia, sempre tinha gente conhecida para cumprimentar e perguntar como está sua família. Difícil naquela época era fazer algo escondido. Não tinha jeito, de uma maneira ou outra, a cidade era uma província.  
Praia do Canto e ao fundo Camburi



Forte de São João



Centro de Vitória



Porto Tubarão - Anos 60 - Quantos pequeniques Papai levou a gente para fazer ai. Lembram como gostavamos de catar Pitangae e goiabas? 


Concha Acustica - Parque Mocoso


Camburi


Inicio de Camburi


Praia do Canto


Parque Moscoso - Era divertido ficar na ponte para dar pipoca para os peixinhos


Parque Moscoso


Praia do Canto

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Uma surpresa maravilhosa

         Em 1978, ainda morava na casa de Tia Marília, e meu Pai veio a Curitiba.  Foi uma alegria maravilhosa.

         Ele não ficou muitos dias, mas pudemos sair todos juntos para jantar.  Aproveitamos cada momento de convivência. Ele conheceu onde eu trabalhava. Senti que estava orgulhoso de mim. Lembro que queria comprar algo para ele se lembrar desta viagem, então optei por comprar uma roupa nova que ele demonstrou de imediato que gostou viajando com ela. Complementou o traje com seu casaco de Antílope marron, que por sinal era lindo.

Curti muito a presença dele aqui e me senti muito triste com sua partida. Sabe aquela dor no peito quando você deixa partir alguém que ama muito? Foi assim que senti, uma dor profunda, pois sabia que iríamos passar muitos meses novamente sem se encontrar. Tentei me fazer de forte, mas não contive as lágrimas ao despedir dele no aeroporto. Meu semblante dizia tudo.

Papai no Aeroporto no dia da partida
(Eu, Guilherme e Papai - fumando para variar)



Tia Marilia, Maria Alice, Eu e Papai



        Um tempo depois, fiquei sabendo que ele e Mamãe haviam se separado. Era algo já esperado há algum tempo. Quem sabe, a intenção dele quando veio até aqui foi para me comunicar o fato? Mas a verdade é que se esta era a intenção, ele não teve coragem de me falar. Achei que este fato iria acontecer logo depois que meu noivado acabou, mas entendo que ele prorrogou a decisão em função de Mamãe ter ficado sozinha.

         Alguns meses depois ele se casou novamente. Com esta união, ele realizou um dos seus grandes sonhos, ter um menino. Ele sempre comentava que se um dia tivesse um filho, iria ensiná-lo todas as malandragens permitidas a uma criança. Jogar bola na rua, quebrar vidraças, pular muro. Acho que ele sonhava ser um grande companheiro para este menino, porém eram apenas sonhos. Mas a vida é cheia de surpresas e quando ele menos esperava, eis que Deus o presenteou com o filho esperado. O Junior finalmente veio ao mundo para sua mais completa felicidade.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A vida tem sempre razão ...

        Quando pensei em fazer este Blog, tinha exatamente em mente o que pretendia com ele, porém, muitas vezes, no decorrer das historias contadas, tive vontade de desistir, não por não achá-las interessantes, mas talvez pelos fatos acontecidos dizer respeito apenas a mim mesma. O que tudo isto poderia interessar a outras pessoas?

Em meio a este turbilhão de dúvidas e incertezas, resolvi continuar, pois quem sabe, esta historia simples, porém verídica, possa servir de alento para àqueles que estão perdidos no tempo e no espaço. Para tudo tem saída, basta querermos muito e jamais perdermos a fé.

Hoje posso dizer que sou uma pessoa abençoada, e o segredo de ter conseguido vencer tantas barreiras está relacionado diretamente com o amor que coloquei naquilo que fiz. Amor pelo meu trabalho, carinho e confiança na minha família, respeito pelo meus amigos.

Sei que alguns me acompanham em silêncio, discretamente. A vocês, que me incentivam de alguma maneira ... obrigada! Sem o estimulo de vocês, talvez não tivesse chegado até aqui.

Meu primeiro carro,  "zero Km" e grande parte presente do meu Pai



Chuva de Pedra chacara do Zattoni


Natal na Casa da Tia Marilia



Estudando da FAE


Um passeio a Cavalo em Santana do Itararé


          Minha estadia na casa da Tia Marilia, que deveria ser de alguns dias, se transformou em anos. Morei com eles durante 3 aos e meio. Todas as vezes que tocava no assunto de me mudar, ela não concordava. A empresa que eu trabalhava estava instalada na Água Verde e eu morava no Alto da XV. Um amigo da DM que foi transferido para a obra, me perguntou se eu não queria ficar com o apartamento que ele ocupava. Fui dar uma olhada e gostei muito. Ele tinha 3 quartos, 1 suite com sacada (o quarto todo mobiliado), uma sala grande para dois ambientes, cozinha toda mobiliada, área de serviço, e dependencias exclusivas para ajudante, 1 vaga de garagem. Conversei com a Tia e ela não aceitava o fato de eu me mudar para morar sozinha, mas ainda assim eu fui. Andava 10 quadras a pé para chegar ao trabalho. Nesta época, ainda não tinha carro. Um tempo depois que já estava morando ali, Mamãe veio ficar comigo e morou 6 anos em Curitiba.

Fotos do meu apartamento na Água Verde





           Na metade daquele mesmo ano, a empresa mudou para a BR-116 e eu morava do outro lado da cidade. Foi disponibilizado pela empresa, transporte para os funcionários, mas ainda assim ficavamos muito tempo no tansito. Resolvi alugar um apartamento no Centro Civico. Também um ótimo apartamento, com 3 quartos, 1 suite com closet, sala de jantar, sala de visitas, cozinha, área de serviço, dependencias completas para ajudante e uma vaga de garagem. Eu deixava o carro em casa, andava 3 quadras e ia trabalhar de ônibus. Tinha duas horas de almoço e todos os dias ia em casa ver como estava Mamãe. Silvana cuidava muito bem dela. Antes de sair eu deixava tudo determinado o que seria feito para o almoço, jantar e lanche.

Meu apartamento no Centro Civico





Jantar na Empresa na nova Sede da BR-116


Trabalhando na Sede Nova


Sexta-Feira, final de expediente ... viagem a vista


Me despedindo da Sede da Água Verde

terça-feira, 28 de junho de 2011

Fotos Lembranças

           Hoje não escreverei nada. Pouparei a vocês passarem apenas pelo Blog, lendo apenas alguns trechos ou parágrafos sem muito interesse.

         As fotos não devem dizer nada para vocês, mas de uma  maneira ou outra, fizeram parte de minha vida. 

Festa de São João em Foz do Areia


Jantar na Sociedade da URCA


Casamento do Mineiro em Francisco Beltrão

Ida para Pato Branco

Itapejara do Oeste

Mangueirinha - No meio da plantação de Soja


Palmeiras

 Paranaguá  Um Passeio de Trem


Um dia no Parque Barigui


 Piscina Clube de Salto Osório


Renascença


Cataratas - Foz do Iguaçu


Banho de Cachoeira - Fazenda Rio Perdido


Assistindo Jogo de Futebol em Salto Osorio


Viagem de Ônibus casamento do Mneiro


Passeio por Vila Velha indo para Foz do Areia - Com Vilma e Valdete (Elas vão lembrar)